Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, inscreveu sua candidatura às eleições nacionais de 6 de novembro de 2011. O líder sandinista é criticado pelos partidos de oposição, que consideram ilegítima sua candidatura por, segundo eles, violar a Constitução, que proíbe a reeleição consecutiva por mais de dois períodos. Em 2009 a Corte Suprema de Justiça declarou inaplicável o artigo da Constituição que proíbe a reeleição contínua.

“Vamos batalhar com as ideias. Vamos travar essas lutas construindo mais casas para os pobres, entregando mais bônus produtivos e crédito às mulheres, garantindo a energia para nosso povo, contando com um espaço internacional que é a Alba (Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América)”, declarou o presidente nicaraguense.

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Na prática, a candidatura de Ortega foi aceita pela máxima autoridade eleitoral em cumprimento de uma sentença da Sala Constitucional da Corte Suprema de Justiça, em que foi declarada a inaplicabilidade dos artigos constitucionais que “violentavam os direitos individuais e as liberdades pessoais dos e das nicaraguenses”.

Com a inscrição da Aliança Unida Nicarágua Triunfa, são cinco os partidos ou alianças que participarão das próximas eleições nacionais, sendo que os partidos de oposição não formam uma coalizão única.

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Segundo as últimas pesquisas realizadas pela Cid Gallup, Ortega está na frente com 36% das intenções de voto, mantendo uma ampla margem sobre o ex-presidente Arnoldo Alemán (23%), que lidera a Aliança PLC-PC, e o outro candidato da direita liberal, Fabio Gadea Mantilla (17%), da Aliança PLI-UNE, integrada pelo partido dissidente sandinista Movimento de Renovação Sandinista (MRS).

São quase inexistentes as intenções de voto para as outras duas organizações políticas inscritas – Aliança Liberal Nicaraguense (ALN) e Aliança pela República (Apre).


Economia e desenvolvimento

Segundo William Grigsby Vado, analista político e diretor da Radio La Primerísima, durante seus quatro anos de governo, “a Frente Sandinista se empenhou em reconstituir as prioridades do país do ponto de vista econômico e social, recuperando a função do Estado como condutor das políticas econômicas”.

De fato, em 2010, uma pesquisa realizada pela Fundação Internacional para o Desafio Econômico Global (Fideg) revelou que pelo menos 300 mil nicaraguenses saíram da pobreza extrema entre 2005 e 2009, reduzindo esse grupo quase pela metade (de 17,2% a 9,7%).

O representante da FAO na Nicarágua, Gero Vaagt, declarou que, “nesse ritmo, o país poderá cumprir o primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio” – a redução à metade do número de pessoas na pobreza extrema e com fome – já em 2015.

Os programas Fome Zero e Usura Zero beneficiaram 82 mil e 156 mil famílias respectivamente, enquanto a saúde e a educação gratuitas permitiram uma diminuição de 60% da mortalidade materna e de 3% do analfabetismo no país, segundo dados oficiais.

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Sob críticas da oposição, Ortega inscreve candidatura à reeleição na Nicarágua

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