Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Os sindicatos dos agropecuários da Argentina começaram nesta segunda-feira (17/01) uma greve, em protesto pela política governamental para a exportação de grãos, fato que acentuou as tensões entre a administração e o campesinado.

De acordo com a agência de notícias Prensa Latina, a greve na comercialização de cereais e soja iniciada esta madrugada continuará durante a semana, período no qual serão realizadas manifestações em províncias.

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Os dirigentes da chamada Mesa de Enlace, que agrupa cerca de 290 mil camponeses, anunciaram a medida na quinta-feira (13/01) passada, depois de um diálogo com o Executivo no qual exigiam a livre exportação de seus produtos.

O ministro de Agricultura, Julián Domínguez, comunicou a decisão de permitir apenas a venda de um montante equivalente ao da colheita anterior, o que provocou o anúncio do protesto, a nona em menos de três anos.

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Segundo agrupamentos camponeses, as regulações, estabelecidas desde 2006, provocam perdas e distorções no valor do cereal, enquanto o governo assegura que garantem o abastecimento interno e impedem altas abruptas dos preços.

Na semana passada, o ministro do Interior, Florencio Randazzo, advertiu que o protesto poderia ocasionar cortes em vias e diminuições em produtos de consumo em massa como pão e farinha.

Em declarações ao jornal argentino Clarín, o titular da Federação Agrária, Eduardo Buzzi, negou nesta segunda-feira que a greve provoque desabastecimento e interrupções nas rotas pelas marchas anunciadas.

O governo e os sindicatos acusam-se mutuamente de favorecer as transnacionais e ocasionar prejuízos aos pequenos agricultores.

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Sindicatos dos agropecuários entram em greve na Argentina

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