Sábado, 25 de abril de 2026
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A senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba negou ter ligações com a guerrilha Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ressaltando que seu trabalho visa a defesa dos direitos humanos.

“Nunca tive, e nem tenho, vínculos com grupos fora da lei. Não sou promotora, nem colaboradora das Farc”, afirmou Córdoba, assegurando que é uma “constante defensora dos direitos humanos e da solução negociada do conflito armado”.

A Procuradoria-Geral da Colômbia abriu nesta semana uma investigação contra a senadora, que é membro do Partido Liberal e já mediou libertações de reféns da guerrilha.

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A última delas ocorreu no final de março, quando as Farc soltaram os militares Pablo Emilio Moncayo e Josué Daniel Calvo e entregaram os restos mortais do capitão Julián Guevara, falecido em cativeiro.

De acordo com a procuradoria, as investigações foram motivadas por “supostas ligações” da senadora com o grupo armado e por ela “exercer, possivelmente, atos que tendem a fracionar a unidade nacional [traição à pátria, ndr.]”.

O organismo tomou a decisão de investigar Córdoba após avaliar documentos encontrados no computador pessoal da colombiana e atribuídos ao ex-número dois das Farc Raúl Reyes, morto em uma operação do Exército em 2008.

Atualmente a senadora está em viagem pela Europa para falar sobre o “intercâmbio humanitário” de guerrilheiros presos por militares e policiais sequestrados, direitos humanos em seu país e a necessidade de uma saída pacífica ao conflito interno.

Senadora Piedad Córdoba nega ter vínculos com as Farc

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