Terça-feira, 14 de abril de 2026
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O senador republicano George LeMieux, da Flórida, retirou na noite de ontem o veto à nomeação do ex-sub-secretário para América Latina, Thomas Shannon, para a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A atitude ocorreu depois que o senador recebeu garantias de que a Casa Branca normalizará a emissão de vistos em Honduras e promoverá a democracia em países como Cuba.

“Em Honduras, os EUA seguirão normalizando as relações com o governo daquele país e com o presidente eleito [Porfirio] Lobo. A operação contra o narcotráfico continuará e a emissão de vistos ficará normalizada”, diz LeMieux em comunicado de imprensa, publicado pelo blog The Buzz.

“Em Cuba, os EUA reabrirão o processo para organizações sem fins lucrativos solicitarem financiamento pró-democracia, incluirão membros pró-democracia de Cuba em eventos no Escritório de Interesses dos EUA em Havana (…)”.

Segundo o processo legislativo norte-americano, a confirmação de Shannon no novo cargo fica agora nas mãos da maioria democrata do Senado, em particular do líder do partido, Harry Reid. A decisão deve ser tomada somente em janeiro de 2010.

Os responsáveis pelo escritório de Reid disseram a Agência Efe que o senador ainda não decidiu se deve pedir “consenso unânime” no plenário do Senado para caminhar com o voto definitivo sobre Shannon.

DeMint

Shannon já havia sido vetado antes pelo senador republicano Joe DeMint, da Carolina do Sul, que retirou o veto no começo de novembro. DeMint também impossibilitou a indicação de Arturo Valenzuela para subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental. Sem ninguém nestes cargos, o país se encontrava sem responsável pela América Latina, justamente em meio ao conflito em Honduras.

LeMieux, proveniente da Flórida, onde existe uma grande comunidade hispânica, impôs seu veto logo após a retirada de DeMint, como forma de protesto. Para ele e grande parte dos republicanos a saída de Zelaya do país foi constitucional.

LeMieux declarou em comunicado que discutiu com a secretária de Estado, Hillary Clinton, sobre a nomeação de Shannon, para quem explicou sua preocupação sobre retrocessos da democracia e o aumento de regimes autoritários na América Latina.

“Recebi compromissos suficientes da secretária de que a política da administração na América Latina, particularmente em Honduras e Cuba, será a de promover os ideais e metas da democracia”, afirmou o senador.

Se não houver mais nenhum veto, Shannon deve assumir como próximo embaixador dos Estados Unidos em Brasília. As próximas sessões do Senado começam em janeiro de 2010.

Senador republicano retira veto sobre indicação de novo embaixador para o Brasil

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