Senado remarca votação sobre Venezuela no Mercosul para dezembro
Senado remarca votação sobre Venezuela no Mercosul para dezembro
Os líderes dos partidos no Senado definiram hoje (25), pelo novo cronograma das principais votações no plenário, que a votação sobre a adesão da Venezuela ao Mercosul ocorrerá no dia 9 de dezembro. Mais cedo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sugeriu que o tema não era prioridade na casa e que não seria votado hoje, o que foi confirmado pela própria base aliada.
De acordo com o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), não havia condições para votar a matéria nesta quarta-feira porque o baixo número de parlamentares presentes tornava arriscada a aprovação.
A pauta de votações do Senado estava trancada até hoje, por causa de uma medida provisória, o que impediu a votação sobre a entrada da Venezuela no bloco por várias sessões. O acordo dos líderes permitiu liberar a pauta e reagendar a decisão. A matéria deveria entrar na pauta do plenário esta semana, mas diversos parlamentares sequer estão em Brasília, o que dificulta a formação de quórum.
Para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), a falta de quórum é um risco que os governistas precisam considerar para não sofrer uma derrota. “O governo tem maioria, mas o placar está apertado e é preciso fazer contas com calma para não correr riscos”, alertou.
Já o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), afirmou que já esteve mais seguro em relação ao resultado favorável da votação, mas não acredita que a ausência de parlamentares será um impedimento.
“Estou confiante de que será possível aprovar o tema no dia 9 de dezembro, para quando a votação está marcada agora”, disse. “Alguns senadores não costumam votar com o governo, mas nessa questão já se declararam favoráveis à adesão da Venezuela”, afirma, citando os nomes de Pedro Simon (PMDB-RS) e Geraldo Mesquita (PMDB-AC). Por outro lado, dois senadores da base aliada já se posicionaram contrários:
Fernando Collor (PTB-AL) e o próprio José Sarney.
A entrada da Venezuela no Mercosul já foi aprovada na Comissão de Relações Exteriores do Senado no dia 29 de outubro.
*Com informações da Agência Senado e da Agência Brasil.
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