Senado dos EUA aprova plano de reforma no sistema de saúde
Senado dos EUA aprova plano de reforma no sistema de saúde
O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje (24) o projeto de reforma no sistema de saúde. O plano econômico doméstico, considerado prioritário no governo do presidente Barack Obama, ganhou 60 votos a favor, de todos os democratas e dois senadores independentes, ante 39 votos contra as medidas. O plano inclui investimentos no valor de 871 bilhões de dólares.
Obama disse após a votação que a passagem do projeto de lei representa “a medida mais enérgica já tomada para controlar as seguradores de saúde” e a definiu vomo “histórica”.
AFP

Obama se dirige à coletiva de imprensa na Casa Branca
O projeto pretende levar atendimento de saúde para 31 dos 36 milhões de americanos que não contam com o mesmo atualmente. No total, 94% dos norte-americanos com menos de 65 anos teriam acesso a esta cobertura. As pessoas mais velhas já possuem um seguro médico federal: o Medicare.
O senador Robert C. Byrd, democrata de 92 anos pelo estado da Virgínia Ocidental, fez uma homenagem ao senador Ted Kannedy, morto esse ano e principal idealizador da reforma no sistema de saúde.
“Isso é para o meu amigo Ted Kennedy,” disse Byrd, para completar com o tradicional “Aye!”, usado no Congresso para expressar um voto favorável.
Cobertura maior
A versão definitiva do texto proposto pelos democratas para dar cobertura médica a cerca de 30 milhões de pessoas que carecem dela nos EUA eliminou a criação de um seguro de saúde público que concorresse com o setor privado.
Em vez disso, prevê que as seguradoras privadas possam oferecer planos de cobertura em todo o país, em vez de estar submetidas às regulações específicas de cada estado.
Uma das inovações é a proibição às seguradoras de rejeitar cobertura a quem sofra de doenças pré-existentes. Essa medida teria efeito imediato para as crianças e se estenderia a toda a população em 2014.
O projeto de lei, cujos benefícios excluem os imigrantes ilegais, também impõe mais limites aos lucros destas companhias.
Próximos passos
A votação colocou um ponto final em vários meses de negociações entre a maioria democrata e a Casa Branca, assim como muitas discussões com a oposição republicana.
O texto ainda deve passar por uma comissão de revisão para ser unido ao texto votado na Câmara de Representantes em 7 de novembro. A versão definitiva será enviada ao presidente Obama para a promulgação.
Os presidentes das duas casas do Congresso esperam enviar o projeto de lei à Casa Branca antes do discurso sobre o Estado da União, que tradicionalmente acontece na última semana de janeiro.
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