Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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O Senado boliviano aprovou o acordo assinado entre os governos de Evo Morales e Luiz Inácio Lula da Silva segundo o qual o Brasil financiará com 332 milhões de dólares uma estrada de mais de 300 quilômetros entre as regiões de Cochabamba (centro) e Beni (nordeste).

Um comunicado do Senado emitido ontem (18) diz que o protocolo de financiamento, assinado em agosto, foi aprovado por maioria após algumas remodelações no projeto de lei.

O documento foi enviado à Câmara dos Deputados para uma nova revisão e aprovação e, posteriormente, o acordo passará ao Executivo para sua promulgação caso não haja novas observações no Congresso.

O convênio entre Bolívia e Brasil foi assinado em agosto durante uma visita de Lula à cidade de Villa Tunari, na região de Cochabamba. O projeto viário financiado pelo Brasil compreende a construção de uma estrada que ligará Villa Tunari com a cidade de San Ignacio de Moxos, no nordeste da Bolívia.

A via fará parte do chamado “corredor bioceânico”, idealizado para ligar o porto de Santos (SP) ao de Iquique, no litoral pacífico do Chile.

A construção da nova estrada boliviana permitirá a criação de 4.500 empregos diretos e indiretos, segundo a OAS, a empresa encarregada do projeto.

A companhia brasileira também executa outros dois projetos viários na Bolívia, as estradas Potosí-Uyuni e Potosí-Tarija.

Senado boliviano aprova contrato com Brasil para financiar estradas

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