Sábado, 25 de abril de 2026
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Na primeira sessão ordinária do ano, o senado da Argentina aprovou, na tarde desta quarta-feira (14/4), o nome da economista Mercedes Marcó del Pont para a presidência do Banco Central do país.

 

Na disputa, os que apoiavam a indicação de Mercedes del Pont, feita pela presidente Cristina Kirchner, obtiveram 35 votos, contra 34 da oposição. A única abstenção foi de do senador e ex-presidente Carlos Menem, favorecendo assim o governo.

Antes da indicação da presidente, Mercedes del Pont estava à frente do estatal Banco Nacional, a mais importante instituição bancária da Argentina. Ela substituiu Martín Redrado, que segundo o governo foi afastado do cargo por “má conduta e descumprimento dos deveres do funcionário público”.

 

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As discordâncias entre Redrado e o governo começaram a acontecer no fim de dezembro, quando Redrado havia se negado a cumprir o decreto de criação do Fundo do Bicentenário, composto por 6,5 bilhões de dólares das reservas do BC, para pagar vencimentos da dívida em 2010.

 

Debate

 

Um dos maiores desafios da aprovação de Mercedes era realizar a votação – a primeira atividade da agenda da casa. Diversas vezes, desde o início de março, a votação foi adiada por falta de quórum.

 

Assista ao vídeo do início da sessão, quando os senadores reúnem número suficiente para votar:



 

No início do debate, a senadora justicialista dissidente Sonia Escudero propôs a rejeição da nomeação. “A utilização das reservas não era necessária e urgente, Mercedes agiu sem um enquadramento jurídico e sua conduta era reprovável e inconstitucional. Também é contra a lei básica “, disse, citada pelo site de notícias argentino Infobae.

 

Já o senador Blanca Osuna, da bancada governista Frente Justicialista pela Vitória, disse que “Marco del Pont avançou passo a passo em todos os procedimentos para ativar os fundos ao Tesouro” e afirmou que “as ações do banco foram protegidas pelos interesses do país”.

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