Sem confiança no Parlamento, a 'única condição' será o voto, diz Berlusconi
Sem confiança no Parlamento, a 'única condição' será o voto, diz Berlusconi
O premier italiano, Silvio Berlusconi, afirmou neste sábado (27/11) que não irá se contentar com uma confiança ocasional na votação prevista para o próximo dia 14 no Parlamento e ressaltou que obter esse respaldo “é a única condição” para evitar a antecipação das eleições.
“Não nos contentaremos com uma confiança ocasional, baseada em frágeis margens numéricas: o que faz falta é uma confiança convencida e continuada, única condição para evitar o retorno às urnas”, indicou em uma mensagem divulgada.
O primeiro-ministro também advertiu que “os legisladores eleitos na centro-direita estarão obrigados a nos apoiar com seus votos até o fim da legislatura, e quem não fizer isso assumirá a responsabilidade de ter traído os eleitores”.
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Em 14 de dezembro, a Câmara dos Deputados votará uma moção de censura ao governo italiano — proposta apresentada pelos opositores PD (Partido Democrata) e IDV (Itália dos Valores).
No mesmo dia, no Senado, será votada outra moção, mas esta de confiança, apresentada pela ala governista. Berlusconi já disse anteriormente que se não conseguir a maioria irá até o presidente da República, Giorgio Napolitano, para convocar novas eleições.
“Este governo foi eleito pelos italianos e não existem alternativas a nosso governo, a não ser ir a novas eleições, o que ninguém deseja porque todos sabem que se formos às urnas seremos todos derrotados”, declarou hoje o primeiro-ministro.
Para obter os votos necessários, o governo precisará contar com os seguidores de seu ex-aliado Gianfranco Fini, titular da Câmara, que recentemente criou um novo partido — FLI (Futuro e Liberdade para a Itália) –, após ser expulso da legenda que ajudou a fundar com o premier, o PDL (Povo da Liberdade).
Fini já disse que seus partidários poderão escolher a opção que preferirem. Contudo, ele também já pediu a Berlusconi que renuncie para a formação de um novo governo. Até o momento, não se sabe qual será a posição dos chamados finianos. O próximo dia 14 será, assim, o dia que definirá o futuro político do país europeu.
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