Seguidores de Ouattara são reprimidos pela polícia na Costa do Marfim
Seguidores de Ouattara são reprimidos pela polícia na Costa do Marfim
Centenas de manifestantes seguidores de Alassane Ouattara, considerado pela comunidade internacional presidente eleito da Costa do Marfim no pleito realizado 28 de novembro, foram neste sábado reprimidos pela Polícia, a serviço do ainda presidente Laurent Gbagbo, que se nega a deixar a chefia do Estado.
A manifestação, que ocorreu em Abidjan, começou na manhã deste sábado (19/02) e foi convocada pela coalizão de partidos que apoia Ouattara e pretende tirar Gbagbo do poder mediante mobilizações populares maciças.
Os manifestantes fizeram barricadas e queimaram pneus para fechar a circulação em um dos bairros de Abidjan onde Ouattara tem apoio majoritário. Por sua vez, os agentes utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e materiais antidistúrbios para expulsá-los.
Leia mais:
Ouattara, presidente eleito da Costa do Marfim, pede ajuda militar a Londres
Candidato oposicionista na Costa do Marfim quer montar governo de unidade nacional
Rebelde na Costa do Marfim espera assumir o poder “nos próximos dias”
Conselho de Segurança da ONU expressa preocupação com crise na Costa do Marfim
Militares da Costa do Marfim mantêm cerco a refúgio de rebelde
Líderes africanos e acadêmicos defendem solução negociada para crise na Costa do Marfim
As mobilizações para exigir que Gbagbo deixe o poder foram convocadas em diversos lugares do país para este sábado e domingo, dentro de um esquema proposto por Ouattara para chegar à presidência.
Por sua parte, Gbagbo decretou toque de recolher noturno para tentar evitar as mobilizações em “todo o território nacional”, embora o norte da Costa do Marfim esteja controlado pelas Forças Novas, pertencentes ao primeiro-ministro de Ouattara, Guillaume Soro.
Ouattara anunciou que espera que o grupo de presidentes designado há três semanas pela União Africana para resolver a crise visite o país na próxima segunda-feira e propicie o afastamento de Gbagbo.
“Perdi três meses do meu mandato e isto não pode continuar. Evitei a violência e, por isso, continuamos vivendo esta situação inaceitável”. Gbagbo se proclamou presidente ao não aceitar os resultados da comissão eleitoral do país, amparado por uma resolução do Conselho Constitucional, formado por seus seguidores.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























