Secretário-geral da Otan: aliança não quer ser "patrulha mundial"
Secretário-geral da Otan: aliança não quer ser "patrulha mundial"
O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, afirmou nesta quarta-feira (17/11) que a aliança militar ocidental não tem intenção de se tornar uma “patrulha mundial” após a cúpula de Lisboa deste final de semana.
“A OTAN precisa de uma perspectiva global”, afirmou Rasmussen em declarações a um grupo de agências de notícias internacionais sobre a cúpula de chefes de Estado e governo que acontece na próxima sexta-feira e no sábado na capital portuguesa.
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Entidades convocaram protestos e acusaram a OTAN de querer se transformar em uma “patrulha mundial” com seu novo “conceito estratégico”, um documento que diz os objetivos da organização e os meios pelos quais planeja atingi-los. Rasmussen argumentou que a operação no Afeganistão demonstra que a “necessidade” de cooperar com países vizinhos e potências locais, como o Paquistão, Índia e China, a fim de poder buscar soluções para os problemas de segurança.
“No mundo de hoje, precisamos cooperar com os atores globais”, ressaltou, acrescentando que a OTAN também procura aumentar sua cooperação com a ONU e a União Europeia, e agir no âmbito da “cibersegurança” de seus membros.
Confiança
O secretário-geral afirmou que a reunião de Lisboa, que também será local da cúpula OTAN-Rússia, significará “um novo começo” nas relações com Moscou após a interrupção brusca causada pelo conflito russo-georgiano de agosto de 2008.
Rasmussen se mostrou “confiante” em fechar um dos últimos pontos ainda abertos sobre o conceito estratégico, concretamente o que se refere ao fim das armas nucleares. O secretário-geral acredita que poderá haver um consenso sobre a ideia de que a OTAN não pode renunciar às armas nucleares enquanto elas estão existam no mundo, mas é a favor de promover o desarmamento atômico.
A cúpula prevê aprovar também o plano para cortar de 11 para sete o número de quartéis-generais da organização, com uma redução de pessoal prevista de 13.500 para cerca de 9 mil soldados. A reunião de chefes de Estado e governo da aliança ocidental também prevê um acordo sobre a redução do número de agências da OTAN, de 14 para três, para possibilitar que a organização seja mais ágil e barata.
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