Santos nomeia primeira mulher como chanceler de seu governo
Santos nomeia primeira mulher como chanceler de seu governo
O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, nomeou nesta quinta-feira (24/6) María Angela Holguín como chanceler para sua gestão que começará no próximo dia 7 de agosto. Esta é a primeira nomeação de uma mulher para cargo administrativo feita por Santos.
Holguín, que é cientista política especializada em gestão pública, foi embaixadora do país na Venezuela no primeiro governo de Álvaro Uribe entre 2002 e 2004. Logo depois passou a ser representante permanente na ONU.
A nomeação de Holguín segue a linha já antecipada por Santos a respeito da Venezuela, país com o qual busca “restabelecer” as relações bilaterais, congeladas desde o último ano, em razão de diversas discussões entre Uribe e o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
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Esta é a terceira nomeação feita pelo futuro presidente desde sua vitória no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (20). Já foram designados Juan Carlos Echeverry para a pasta da Fazenda e Germán Cardona para a de Transportes.
Santos também afirmou que na próxima semana viajará a Grã-Bretanha, onde se reunirá com o primeiro-ministro David Cameron, e logo irá para a Alemanha para encontrar a chanceler do país, Ângela Merkel. Ele pretende ainda ir à Espanha, onde espera se reunir com o presidente, José Luis Rodríguez Zapatero, e com o rei Juan Carlos de Borbón.
Outro de seus planos é realizar um giro por vários países da América Latina em breve, mas ainda não se sabe a data desta viagem.
Embora seja aliado e “apadrinhado” por Uribe, o ex-ministro da Defesa e futuro presidente da Colômbia tem demonstrado a intenção de manter uma política externa menos agressiva em relação aos vizinhos.
Logo após ser eleito, Santos pediu para os governos dos países vizinhos trabalharem juntos visando o futuro. “A diplomacia e o respeito serão o eixo da nossa relação internacional”, disse ele, ressaltando seu desejo de trabalhar de mãos dadas com as nações fronteiriças, com “uma agenda conjunta de colaboração e integração”.
Além de Venezuela, o Equador também pode se beneficiar se a Colômbia adotar um tom mais ameno. Atualmente, os dois Estados passam por um processo de reaproximação após Quito romper os laços diplomáticos em consequência de uma incursão ilegal realizada pelas autoridades colombianas em território equatoriano, em 2008.
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