Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta segunda-feira (14/02) que seu governo só autorizará mais libertações de sequestrados pela guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) quando tiver garantias. Ele assinalou que, por enquanto, analisará a situação.

“Não queremos improvisar e tomaremos uma decisão só quando tivermos certeza de que a libertação pode ser realizada”, disse Santos aos jornalistas, um dia depois que a libertação de dois reféns não aconteceu porque as FARC deram coordenadas erradas.

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O presidente acrescentou que o ocorrido no domingo (13/02) foi grave. Segundo ele, as FARC “descumpriram com as coordenadas, descumpriram com as entregas e as propuseram de última hora, quando já não era possível realizar a operação em um lugar que estava fora das áreas previamente estipuladas”.

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Isto é “algo que nem o governo nem o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) poderiam aceitar”, indicou Santos. Segundo ele, o cumprimento da palavra nesses casos é de vital importância.

“Neste momento estamos avaliando a situação para a continuação do processo de libertações. Estamos, inclusive, considerando a possibilidade de fazê-lo por terra”, adiantou Santos que, no entanto, expressou em desacordo com as “libertações a conta-gotas”.

“Não gostamos, por exemplo, que a boa vontade e os recursos dos governos do Brasil e da Colômbia, e do CICV, sejam utilizados para organizar festas para 'celebrar' com os sequestradores seu suposto ato de generosidade” acrescentou.

As libertações anunciadas pelas FARC começaram na quarta-feira (09/02) passada com a libertação do vereador Marcos Baquero, e prosseguiram na sexta-feira com a libertação do também vereador Armando Acuña e de Marina Henry López.

No domingo entregaram o policial Carlos Alberto Ocampo, mas não fizeram o mesmo com o também policial Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel porque as FARC deram coordenadas errôneas à missão humanitária.

A missão é coordenada pelo CICV e integra a ex-senadora Piedad Córdoba, que foi a intermediária com a guerrilha para conseguir as coordenadas dos lugares onde se produziram as entregas.

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Santos diz que não autorizará mais libertações de reféns até ter garantias das FARC

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