Santos diz que Colômbia não aceita intermediários para negociar paz com guerrilhas
Santos diz que Colômbia não aceita intermediários para negociar paz com guerrilhas
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, desautorizou qualquer intermediação de paz até que o governo “considere que as circunstâncias estão dadas” para que se iniciem negociações com grupos guerrilheiros. Para ele, isso não acontece hoje.
“Muitos quiseram se oferecer de intermediários”, disse. “Muito obrigado, mas não, nem no exterior, nem na Colômbia.”. Ele afirmou ainda que “está absolutamente desautorizada qualquer gestão paralela, porque a única coisa que faz é nos desviar do objetivo”, completou, durante uma visita às instalações do Exército em Popayán, sudoeste do país.
Ontem, um carro-bomba explodiu na capital do país, Bogotá, próximo à sede da Rádio Caracol, a principal rede de rádio e TV do país, e da agência de notícias EFE.
Entre outros ativistas, a senadora opositora Piedad Córdoba e autoridades da região advogam por uma solução negociada ao conflito interno da nação sul-americana, que se refere, principalmente, às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
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Antes de sua reunião na última terça-feira com Santos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, promoveu uma iniciativa de paz junto à União das Nações Sul-Americanas (Unasul), ainda que ela não tenha sido mencionada desde aquele dia.
Durante o encontro, ambos líderes decidiram restabelecer relações diplomáticas, rompidas em 22 de julho depois que representantes do então mandatário colombiano, Álvaro Uribe (2002-2010), acusaram a nação vizinha de abrigar membros de guerrilhas em seu território.
Santos, que assumiu a presidência no sábado passado, teve como uma de suas principais estratégias de campanha eleitoral a ênfase na fragilização das Farc, realizada na época em que comandava o Ministério da Defesa (2006-2009).
Recentemente, organizações sinalizaram a possibilidade de que o mandatário autorizaria um diálogo de paz com os grupos armados. A Igreja Católica local anunciou que era possível que o chefe de Governo explorasse “caminhos de diálogo” e que “a princípio” os religiosos contavam com seu beneplácito nesse sentido.
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