Domingo, 25 de janeiro de 2026
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As eleições presidenciais russas vão começar oficialmente em todo o país nesta sexta-feira (15/03) e vão até domingo (17/03). Mas em regiões remotas e de difícil acesso, a votação já começou. Nestes locais distantes, autoridades eleitorais viajam com as urnas e vão até a casa das pessoas para recolher os votos.

O mesmo procedimento ocorre em territórios de unidades militares localizadas em áreas distantes de áreas povoadas.

A Comissão Eleitoral Central da Rússia informou na última terça-feira (12/03) que quase todas as regiões russas onde se decidiu realizar a votação antecipada, o processo foi iniciado e está ativo, sendo realizado até quinta-feira (14/03). De acordo com o órgão, mais de 1,5 milhão de pessoas já participaram do pleito. 

A eleição também já ocorre nos territórios do leste da Ucrânia anexados pela Rússia – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhye -, onde votam os militares que participam do conflito e os moradores locais. 

Além do presidente Vladimir Putin, que tenta a reeleição, outros três candidatos disputam o cargo: Vladislav Davankóv, do Partido Novo Povo, Leonid Slutsky, do Partido Liberal Democrata, e Nikolai Kharitónov, do Partido Comunista. 

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Além do presidente Vladimir Putin, que tenta a reeleição, outros três candidatos disputam o cargo

No entanto, as eleições estão sendo encaradas mais como um protocolo de confirmação da autoridade de Putin. Nenhum dos candidatos representa uma oposição de fato ao governo e sequer é capaz de ameaçar chegar a um eventual segundo turno. 

De acordo com a última pesquisa, divulgada pelo Centro de Pesquisa de Opinião Pública da Rússia (Vtsiom), nenhum dos concorrentes ultrapassa 6% dos votos. O presidente Vladimir Putin tem 82% das intenções de voto.  

Considerando que a votação na Rússia é facultativa, a participação estimada nas eleições presidenciais entre os dias 15 a 17 de março é de 71%.

Com a vitória tida como certa, Putin deve assumir o seu quinto mandato como presidente da Rússia. De acordo com a atual constituição, alterada por referendo em 2020, Putin ainda tem direito a se reeleger nas eleições seguintes, podendo ficar no poder até 2036.