Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O governo da Rússia ultrapassou os Estados Unidos como o principal fornecedor de nafta, produto do setor petrolífero, para a Venezuela. Segundo o portal norte-americano Bloomberg, a decisão decorre do fortalecimento de laços comerciais entre Caracas e Moscou, que formaram uma aliança unificada para controlar bloqueios e sanções impostas pelo Ocidente.

Segundo dados da empresa de análise Kpler, citados pela Bloomberg, os envios de nafta dos Estados Unidos para a Venezuela caíram entre março e outubro deste ano, enquanto os fluxos da Rússia para Caracas superaram sete milhões de barris no mesmo período.

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Em agosto, o volume de exportação de Moscou para o país latino-americano era estimado em 49 mil barris diários, sendo que em setembro do mesmo ano foram 69 mil barris, representando a primeira marca registrada de entregas de Moscou a Caracas em quase seis anos.

A nafta, fundamental para a Venezuela, é usada para diluir o petróleo — devido a sua espessura — e manter o fluxo dos oleodutos para ser exportado para a China, um de seus principais importadores.

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Maduro e Putin assinaram acordo de cooperação em maio passado
Instagram/ @nicolasmaduro

Cooperação entre Rússia e Venezuela

A Venezuela começou a procurar outro fornecedor de nafta após o presidente norte-americano, Donald Trump, impor sanções econômicas ao setor de petróleo venezuelano no início deste ano. O republicano também revogou a licença outorgada pelo ex-presidente norte-americano Joe Biden (2021-2025), que permitia a operação dos EUA como fornecedor exclusivo de gasolina para a Venezuela por 18 meses. 

O aumento das importações de nafta pela Venezuela também ocorre na esteira da assinatura de um decreto que põe em vigor o tratado de parceria e cooperação estratégica com a Rússia, realizado na última semana.

Além disso, em maio o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, assinaram um acordo de associação em maio deste ano. O principal objetivo foi impulsionar a cooperação conjunta nos setores de energia e defesa.