Sábado, 16 de maio de 2026
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A Rússia expressou perplexidade nesta terça-feira (7/12) com os planos da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de defender a Polônia e as repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia) de uma eventual agressão russa, revelada pelos documentos diplomáticos vazados pelo site Wikileaks.

Em 20 de novembro, na cúpula da aliança ocidental em Lisboa, as duas partes acertaram que “se absterão de ameaças ou do uso da força” contra o outro.

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“É evidente que a Rússia não apenas não expande sua presença militar nas fronteiras citadas (polonesa e bálticas), mas, ao contrário, está reduzindo seu armamento pesado no enclave de Kaliningrado e tomou medidas para diminuir seu potencial militar em suas fronteiras ocidentais”, declarou uma fonte russa ouvida pela agência de notícias espanhola Efe.

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A Rússia sempre reagiu com perplexidade à patrulha aérea dos países bálticos com caças da OTAN em vez de desenvolver um potencial conjunto de reação perante ameaças autênticas e não fabricadas, principalmente, por terroristas. Outro militar informou à agência russa Interfaks que o plano aliado de defesa de Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia não era um segredo para Moscou, já que tem vários anos.

Segundo os documentos divulgados pelo Wikileaks, a OTAN elaborou em janeiro um plano de defesa dos três países bálticos – antigas repúblicas soviéticas – e da Polônia perante um possível ataque por parte da Rússia. Por esse plano, a aliança estaria disposta a alocar até nove divisões aliadas dos EUA, Reino Unido, Alemanha e a própria Polônia nas repúblicas bálticas, às quais se somariam navios norte-americanos e britânicos e tropas de assalto que desembarcariam em portos poloneses e alemães.

O plano de defesa, chamado de Eagle Guardian (“águia guardiã”), é fruto dos temores causados pela guerra de agosto de 2008 entre Rússia e Geórgia pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul (na Geórgia).

Limitações

Recentemente, a Rússia criticou os EUA por mobilizar mísseis Patriot na Polônia a apenas 60 quilômetros de Kaliningrado, embora reconheça que isso não representa uma ameaça para sua segurança.

Um porta-voz da OTAN explicou à Interfaks que continuará elaborando planos de defesa de seus países-membros no princípio de segurança coletiva, mas que a Rússia não é considerada uma ameaça. A Rússia propôs à OTAN a assinatura de um acordo que limite a presença futura de tropas e armamento pesado no território dos novos países-membros da aliança ocidental.



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Rússia se diz surpreendida por plano da OTAN no Báltico e na Polônia

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