Rússia pede fim de sanções unilaterais contra países pobres
Rússia pede fim de sanções unilaterais contra países pobres
A Rússia pediu nesta terça-feira (21/9) o fim da imposição de sanções unilaterais por parte de potências a países em desenvolvimento, pois elas contradizem o propósito das Metas de Desenvolvimento do Milênio e causam um grave impacto à população civil.
“Estamos convencidos de que estas práticas contradizem os esforços para se conseguir os ODM e devem ter fim”, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, em seu discurso na cúpula convocada pela ONU para revisar as metas, que acontece desde nesta terça-feira (21/9) e termina amanhã.
O chanceler russo não citou exemplos em suas críticas, mas deixou claro a rejeição de seu país à imposição de sanções fora do âmbito da ONU.
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“Não podemos deixar de expressar nossa preocupação com a prática persistente de medidas coercitivas, que são impostas de maneira voluntária por certos países contra países em desenvolvimento além do estipulado pela Carta ou pelo Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Lavrov.
O ministro destacou que a comunidade internacional em algumas ocasiões se vê obrigada a impor sanções econômicas para fazer cumprir os princípios da Carta das Nações Unidas, mas sempre guiada pelo propósito de evitar que a população civil seja prejudicada.
“Há um consenso estabelecido há muito tempo sobre a importância de se respeitar os chamados limites humanitários das sanções e evitar impactos negativos na população civil”, destacou.
Assistência
O ministro russo lembrou que a principal responsabilidade na conquista das Metas do Milênio está nas mãos dos governos dos países em desenvolvimento, mas reconheceu que para as nações mais pobres é impossível alcançá-los sem “o apoio firme e coordenado de toda a comunidade internacional”.
A assistência oficial ao desenvolvimento de Moscou subiu de de dólares 220 milhões em 2008 para de dólares 800 milhões em 2009. A Rússia concedeu créditos no valor de de dólares 4,6 bilhões aos países de sua órbita de influência para enfrentar as consequências da crise financeira global de 2008, destacou Lavrov.
“Em um mundo globalizado e interdependente, se não abordarmos as necessidades dos países mais pobres, aumenta-se o risco para toda a economia global, ameaça-se a estabilidade e a segurança, e aumenta-se o risco de terrorismo, doenças e imigração incontrolada”, concluiu o ministro.
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