Domingo, 17 de maio de 2026
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O porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, rebateu nesta quarta-feira (16/02) declarações feitas pelo secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, que acusou Moscou de ainda ter “planos agressivos” contra a Ucrânia. Segundo Peskov, há um erro de avaliação da aliança.

“Há problemas no sistema de avaliação da situação”, disse o porta-voz, explicando que isso “impede que os representantes da Otan façam uma avaliação crítica”.

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As declaração vêm um dia após o Kremlin confirmar o início da retirada de tropas da fronteira com a Ucrânia. Segundo Stoltenberg, apesar da Rússia ter iniciado a retirada, a aliança “continuará a denunciar os planos agressivos da Rússia” para impedir uma possível agressão.

O secretário-geral ainda afirmou que não vê sinais de uma diminuição da tensão em torno da Ucrânia, mas que “recebe sinais” de que Moscou está disposta a chegar a um acordo diplomático.

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'Se a Rússia invadir a Ucrânia, pagará um preço alto', disse secretário-geral da aliança militar; Otan não faz uma avaliação crítica, diz o Kremlin

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Otan não faz uma avaliação crítica, diz o Kremlin

Horas antes, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, chegou a ironizar o que chamou de “mídia de desinformação” dos Estados Unidos e do Reino Unido, pedindo que anunciassem o cronograma das supostas “invasões” russas para 2022.

Recentemente, vários meios de comunicação ocidentais anunciaram a data de uma suposta invasão russa, afirmando que as operações ocorreriam em 15 e 16 de fevereiro. Após as publicações, Peskov aconselhou ironicamente os ucranianos a colocarem seus alarmes para a hora “exata” prevista para o momento em que uma eventual invasão aconteceria.

Nesta terça-feira, a Rússia anunciou o início do retorno de suas tropas às suas bases de áreas fronteiriças com a Ucrânia após a conclusão de exercícios militares. Além disso, tropas russas começaram a se retirar da Crimeia após exercícios.

Segundo o chanceler russo, Sergey Lavrov, embora as respostas da Otan e dos Estados Unidos às propostas sobre garantias de segurança não satisfaçam a Rússia, ainda há possibilidade de se chegar a um acordo.

*Com RT