Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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Um comando terrorista explodiu hoje (21/7) a usina hidroelétrica de Baksan, na república russa de Cabárdia-Balcária, norte do Cáucaso, após matar dois policiais que faziam a segurança do local e agredir dois operadores. As informações foram divulgadas por um porta-voz do Comitê de Investigação da Procuradoria-Geral da Rússia em declarações à agência Interfax.

Até agora, o que se sabe é que um grupo de até cinco terroristas instalou cinco carregamentos de explosivos na usina, dos quais quatro foram detonados. O outro foi desativado por membros dos serviços de segurança.

As explosões ocorreram entre as 5h20 e 6h locais (23h20 de ontem e 0h de hoje em Brasília). Dois dos três turbogeradores e outros equipamentos da usina ficaram destruídos, segundo um comunicado do gabinete de crise montado pelo governo de Cabárdia-Balcária imediatamente depois do ataque. Após as explosões, um incêndio que demorou horas para ser contido atingiu três andares da sala de máquinas.

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As autoridades locais e a RusHydro, operadora de usinas hidrelétricas controlada pelo Estado, asseguraram que o atentado não causou danos à represa e, com isso, os habitantes das regiões próximas não correm perigo. O governo local também garantiu que a população da área não ficará sem energia elétrica.

A hidrelétrica de Baksan é relativamente pequena, com uma potência de 25 megawatts e construída entre 1930 e 1936. O Comitê Nacional Antiterrorista russo (CNA) anunciou o reforço das medidas de segurança em todas as hidrelétricas e instalações energéticas no sul do país. Segundo o CNA, “foi estabelecido um círculo de suspeitos” de terem cometido o ataque.

Pouco antes da invasão terrorista à usina, uma bomba explodiu na delegacia de Polícia da cidade de Baksan, sem causar vítimas, informou o Comitê de Investigação da Procuradoria-Geral russa. Não se descarta que a detonação dessa bomba tenha sido uma ação para distrair as forças policiais.

Grupo

Os grupos armados islamitas que atuam no norte do Cáucaso fizeram diversas ameaças de ataques contra equipamentos de infraestrutura russos, como as usinas hidrelétricas. O líder da guerrilha islâmica que atua na Chechênia, Doku Umarov, chegou a assumir como uma ação de sabotagem o acidente ocorrido em 17 de agosto de 2009 na usina hidroelétrica siberiana de Sayano-Shushenskaya, a maior do país, 250 vezes mais potente que a de Baksan, que deixou 75 mortos.

O ataque contra a usina de Baksan é a primeira ação bem-sucedida de terroristas do norte do Cáucaso contra a infraestrutura estratégica da Rússia, apontou o diário digital Gazeta.ru.

A publicação ressaltou que a segurança da usina, feita por apenas dois homens, não tinha condições de resistir a um ataque terrorista e acrescentou que as seis usinas hidrelétricas de Cabárdia-Balcária funcionam da mesma maneira.

“O local é cercado, tem câmeras de vigilância. Não sei se os terroristas foram captados por elas. Mas no que se refere ao número de guardas e seu equipamento, teremos que tirar as conclusões do caso”, disse ao Gazeta.ru um representante local da RusHydro.

Com pouco mais de 900 mil habitantes e área de 12.500 quilômetros quadrados, Cabárdia-Balcária é uma das sete repúblicas russas no norte do Cáucaso.

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Rússia diz que grupo terrorista causou explosão em hidroelétrica

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