Domingo, 17 de maio de 2026
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Após os Estados Unidos voltarem a dizer que uma guerra na Ucrânia é “iminente” e a anunciar mais militares para países que fazem parte da região, a Rússia chamou as declarações de “histeria” e de “alarmismo” neste sábado (12/02) e acusou Washington de querer fazer um conflito ao “ignorar aspectos fundamentais” para Moscou.

Nesta manhã, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken. “Como observou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, a resposta de Washington e Bruxelas relativamente aos projetos de tratado russo-americano e ao acordo com a OTAN sobre garantias de segurança ignora os aspectos fundamentais para nós, nomeadamente sobre a não expansão da aliança e não implantação de sistemas de armamentos ofensivos perto das fronteiras russas”, disse a chancelaria russa após o telefonema.

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Histeria

Mais cedo, o órgão havia acusado a Casa Branca de querer “a guerra”. “A histeria da Casa Branca diz tudo. Os anglo-americanos querem a guerra”, disse a porta-voz do ministério, Maria Zakharova.

O embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, corroborou com o discurso e disse que “as declarações do conselheiro para a Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, são alarmistas” e que “não há nenhuma prova que Moscou quer atacar antes ou depois das Olimpíadas [de Pequim]”, como vem falando a mídia norte-americana.

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“Frases do tipo não exprimem nada além do desejo da administração dos EUA de levar ao máximo a propaganda contra o nosso país. Washington continua a falar de ataque iminente sem dar nenhum detalhe”, acrescentou em entrevista à revista Newsweek.

Após as declarações de que o governo de Vladimir Putin poderia atacar a Ucrânia já neste fim de semana, o Ministério das Relações Exteriores ucraniano publicou uma nota oficial em que pede para que os cidadãos mantenham a calma.

"A histeria da Casa Branca diz tudo. Os anglo-americanos querem a guerra", disse o Ministério de Relações Exteriores russo

MFA

Secretário norte-americano Blinken (esq.) e Lavrov: R

“No momento, é crucial permanecer calmos, unidos no interior do país, evitar ações desestabilizadoras e que criam pânico”, informou a pasta. Porém, nas ruas de Kiev, já são visíveis diversos cartazes iluminados com a frase “os heróis estão entre nós” para inspirar jovens a se tornarem soldados em caso de conflito.

Os EUA, por sua vez, mantêm o discurso de que os russos podem invadir a qualquer momento. Em coletiva de imprensa neste sábado, Blinken voltou a dizer que “continuamos a ver sinais muito preocupantes de uma aceleração da Rússia, com a chegada de novas tropas na fronteira com a Ucrânia”.

Em nota do Departamento de Estado, o país ainda ordenou a retirada de praticamente toda a equipe que atua na Embaixada de Kiev e informou que, a partir deste domingo (13/02), serão suspensos todos os serviços consulares no local.

Permanecerá apenas um pequeno contingente diplomático na cidade de Lviv para “gerir emergências”, acrescenta o comunicado.

Para este sábado, ainda haverá uma ligação telefônica entre Joe Biden e Putin.

Europeus

Um dia após a União Europeia informar que mantinha todas as suas funções diplomáticas em situação de normalidade, os governos da Alemanha e dos Países Baixos deram a primeira orientação formal para que os cidadãos deixem o país.

Os cidadãos alemães que não tenham a presença “imperativa” na Ucrânia devem deixar “no curto prazo” o país porque “não se pode excluir um conflito militar”.

“As tensões entre Rússia e Ucrânia aumentaram muito nos últimos dias por causa da presença e dos maciços deslocamentos de unidades militares russas próximas às fronteiras ucranianas”, diz ainda a nota do governo alemão.

Já o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, convocou – segundo fontes diplomáticas – uma reunião de coordenação da Unidade de Crise da pasta para debater a situação ucraniana. 

(*) Com Ansa e Sputnik