Terça-feira, 5 de maio de 2026
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A Romênia expulsou um diplomata russo nesta terça-feira (17/8) em retaliação à expulsão – por parte de Moscou, na véspera – de um funcionário romeno acusado de espionagem na Rússia.

A crise entre os dois países teve início na segunda-feira (16/8), quando o FSB (serviço secreto russo) acusou o diplomata Gabriel Grecu, secretário do departamento político da embaixada romena em Moscou, de “tentar subornar um cidadão russo em busca de segredos militares”, segundo a agência de notícias russa RIA-Novosti.

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O FSB acusou o diplomata de ser um agente infiltrado do serviço secreto romeno. O Kremlin, então, deu prazo de 48 horas para que Grecu deixasse o território russo.

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“Artigos de espionagem e equipamentos que revelam a sua atividade totalmente hostil contra a Rússia foram apreendidos com o agente de inteligência”, disse o FSB, antiga KGB soviética, em comunicado oficial.

Reação

Em seguida, o Ministério das Relações Exteriores da Romênia protestou, alegando que Moscou feriu os termos da convenção de Viena sobre a imunidade diplomática. Grecu teria sido preso pelo FSB, o que contrariaria o artigo 29 do protocolo internacional, de 1961.

Menos de 24 horas depois, o governo romeno declarou o primeiro-secretário da Embaixada da Rússia em Bucareste como persona non grata e também deu 48 horas para o diplomata russo deixar o país. O nome do diplomata russo não foi publicado.

As relações entre a Rússia e a Romênia são historicamente difíceis, desde a época da dominação otomana nos Bálcãs. Mesmo quando os dois países estavam sob regimes socialistas, a aliança entre os governos era problemática: a Romênia protestou contra a invasão soviética à Tchecoslováquia, em 1968, e a URSS anexou a Moldávia, então parte do território romeno, no fim da Segunda Guerra Mundial. A relação piorou desde 2004, quando Bucareste aderiu à OTAN, antagonista estratégico dos russos na geopolítica da Eurásia.

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Retaliação da Romênia agrava crise de espionagem com Rússia

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