Segunda-feira, 6 de abril de 2026
APOIE
Menu

O líder legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, e os representantes da ditadura concordaram na mesa de diálogo criar um gabinete conjunto, mas tudo depende da restituição do presidente, o que ainda não é tema de acordo, revelou hoje (10) o dirigente sindical Juan Barahona, um dos três representantes de Zelaya na negociação.

“Houve um avanço, por exemplo, não há anistia, não foi aprovada pelas duas comissões, e ficou certo que um governo de unidade nacional será formado”, disse Barahona.

O dirigente esclareceu que estes dois acordos serão assinados somente se for resolvido o assunto central da crise, a restituição de Zelaya, deposto por um golpe de Estado, em 28 de junho, e que está refugiado na embaixada do Brasil desde que voltou ao país em 21 de setembro.

“Se ao final eles (os três delegados de Micheletti) disserem que não haverá restituição, de quê nos serviu ter avançado em outros assuntos? Terça-feira, vamos começar a discutir seriamente este ponto central”, disse Barahona, em uma manifestação de quase cem seguidores de Zelaya em um bairro popular do leste da capital.

O diálogo entre as duas partes em Honduras começou quinta-feira (8) com o objetivo de encontrar uma saída para a crise política instaurada com o golpe de Estado.

A missão de chanceleres da OEA (Organização dos Estados Americanos) deixou Tegucigalpa no mesmo dia, sem resultados concretos, após a tentativa de supervisionar o diálogo entre o presidente deposto e os golpistas.

Restituição de Zelaya permanece inegociável, diz dirigente sindical

NULL

NULL

NULL