Domingo, 26 de abril de 2026
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Os senadores da oposição republicana afirmaram nesta quarta-feira (28/4) que aceitam debater formalmente com os democratas sobre a reforma financeira, após conseguirem garantias de que poderão apresentar emendas ao megaprojeto.

Depois de três dias de votações para bloquear a discussão, os senadores do Partido Republicano decidiram adotar outra estratégia e tentar reformular o projeto de lei por meio do processo de alteração.

Sid Hastings/Efe



Após aceitação de republicanos em debater reforma financeira, Obama faz pronunciamento em Quincy

O anúncio sobre o recúo político aconteceu após o senador republicano Richard Shelby, do Alabama, anunciar que acreditava que “finalmente há um acordo sobre um compromisso bipartidário” e que os democratas deram garantias de que modificarão algumas cláusulas que causavam discórdia.

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Shelby se reuniu com o democrata Christopher Dodd, criador do projeto de lei, para negociar medidas que viabilizem o apoio bipartidário.
Até então, os republicanos rejeitavam a proposta democrata por acreditarem que ela dará abertura para mais resgates bancários às custas dos contribuintes, e prejudicará os pequenos empresários.

O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que, sendo assim, a iniciativa deve assegurar que os contribuintes não terão que seguir financiando mais resgates bancários.

“A minha esperança é que o interesse declarado pela maioria democrata na melhoria desta legislação no Senado seja genuíno e que a briga partidária tenha acabado”, disse McConnell.

Além disso, os republicanos são contra a criação de uma agência que regule as hipotecas, cartões de crédito e demais empréstimos do consumidor, pois, para eles, isso representaria  “a maior intromissão do governo já vista na economia do país”.

A criação desta agência é um dos principais pontos de discórdia entre os dois partidos, que até então não demonstraram terem chegado a um acordo sobre o assunto.

Em comunicado, Shelby disse que “esta burocracia maciça daria autoridade para o governo regular o que quiser e o que não quiser”.

Já Dodd, que avaliou a conversa com Shelby como “produtiva”, disse que “não pode concordar com o desejo republicano de enfraquecer a proteção dos consumidores, considerando os enormes abusos que temos visto”. Porém, afirmou que o diálogo entre as partes é necessário para “criar uma fundação sólida para o futuro econômico da nação”.

 

A reforma financeira que sair do Senado terá de ser aprovada em dezembro na Câmara de Representantes. Após isso, o texto final será submetido a votação definitiva nas duas câmaras do Congresso.

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Republicanos concordam em debater reforma financeira nos EUA

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