Quarta-feira, 29 de abril de 2026
APOIE
Menu

A repatriação voluntária de refugiados caiu ao menor nível dos último 20 anos e é causada principalmente pela continuidade de conflitos armados em seus países de origem, revelou nesta segunda-feira (14/6) a Acnur (Agência das Nações Unidas para os Refugiados).

O número de repatriados caiu para 251 mil refugiados em 2009, frente a uma média anual de 1 milhão que vinha sendo registrada nos anos anteriores, declarou nesta segunda-feira (14/6) o diretor da divisão de proteção internacional do organismo, Volker Turk.

Ao apresentar o relatório anual sobre as tendências mundiais neste âmbito, Turk explicou que os conflitos que se perpetuam em vários países impedem que aqueles que fugiram deles possam retornar em condições de segurança e dignidade.

Leia também:

Equador é maior receptor de refugiados da América Latina

Relatório denuncia abusos contra refugiados no Sri Lanka

Assim, o número de vítimas de conflitos e perseguição – entre refugiados em outros países, deslocados internos e solicitantes de asilo – subiu para 43,3 milhões no final de 2009, o maior desde meados dos anos 90.

Dos 15 milhões de pessoas no mundo reconhecidas como refugiados, 10,4 milhões estão sob os cuidados da Acnur, principalmente iraquianos e afegãos.

“Um de cada quatro refugiados no mundo procede do Afeganistão (2,9 milhões) e estão localizados em 71 países, enquanto os iraquianos constituem o segundo grupo, com 1,8 milhão que buscaram proteção e refúgio em países vizinhos”, assinala o relatório.

Já o número de deslocados dentro de seu próprio país aumentou em mais de 1 milhão, passando de 26 milhões para 27,1 milhões, com os principais focos localizados na Somália, Paquistão e a República Democrática do Congo.

O relatório ressalta ainda que os países em desenvolvimento abrigam em grande maioria (80%) dos refugiados, desmentindo mais uma vez “a noção que estão inundando as nações industrializadas”.

Quanto aos refugiados, Turk sustentou que a evidência mostra que a maior parte permanece em sua região de origem. O analista disse que a situação dos apátridas (sem nacionalidade) e embora tenha precisado que as estatísticas oficiais apontam 6,6 milhões de pessoas nesta situação, seu organismo calcula que na realidade são 12 milhões.

Além disso, o diretor da organização disse que dentro do panorama foi registrada uma evolução positiva em relação ao número de refugiados que em 2009 puderam assentar-se permanentemente e reiniciar suas vidas em terceiros países que os acolheram.

Nos últimos seis anos, o número de pessoas aceitas duplicou. Passando para 112,4 mil casos no ano passado. Os EUA aceitaram 80 mil, o Canadá 12,5 mil, Austrália 11 mil e Alemanha com 2,9 mil, segundo o relatório.

Os grupos mais beneficiados foram de birmaneses, iraquianos, butanês, somalis, eritreus e congoleses. No total, 21 países participam do programa de reassentamento da Acnur, “o maior número até o momento”, especificou Turk.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Repatriação de refugiados cai ao menor nível em 20 anos, diz ONU

NULL

NULL

NULL