Terça-feira, 19 de maio de 2026
APOIE
Menu

Com a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, após 30 anos no poder, a corrente comercial entre Egito e Brasil deverá voltar à normalidade, o que deve permitir a retomada dos embarques de carne para aquele mercado, avaliou nesta sexta-feira (11/02) o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

“Neste momento, as exportações brasileiras, principalmente de carne, estão suspensas, porque não se sabia o que iria acontecer”, disse Castro. “Espera-se que quem assuma [o governo] volte a manter o ritmo normal das nossas exportações e que o Brasil não saia prejudicado, porque o Egito é um grande importador de carne brasileira. É um dos principais mercados brasileiros.”

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Leia mais:

Após 30 anos no poder, Hosni Mubarak renuncia ao governo do Egito

Com saída de Mubarak, El Baradei afirma que Egito foi libertado

Suíça congela bens de ex-presidente Mubarak

Os militares e o futuro do Egito

Demandas de manifestantes incluem criação de governo civil, diz especialista

Repressão, controle da economia e apoio internacional sustentaram Mubarak, avaliam historiadores

Euforia, banho de sangue e caos no Egito

No ano passado, os embarques brasileiros para o Egito somaram US$ 1,967 bilhão, com importações de apenas US$ 169 milhões. Isso resultou em um superávit para o Brasil de US$ 1,799 bilhão. “É um bom superávit”, afirmou Castro. A carne bovina, acrescentou, lidera as exportações de proteína animal do Brasil para o mercado egípcio.

Mais lidas

Para o vice-presidente da AEB, a renúncia de Mubarak abre expectativas positivas para o comércio externo do Brasil e para as empresas privadas nacionais que têm investimentos naquele país. “A Marcopolo, a Randon, que têm unidades industriais no Egito, também suspenderam as operações. Então, o prejuízo não é apenas nas exportações, mas também no investimento brasileiro no exterior, que tinha um risco”, afirmou Castro.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Conheça nossa página no Facebook

 

Renúncia de Mubarak deve favorecer retomada de exportações brasileiras de carne para o Egito

NULL

NULL

NULL