Sábado, 16 de maio de 2026
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Encurralada pelos efeitos das sanções dos países ocidentais contra a Rússia, a montadora francesa Renault confirmou nesta segunda-feira (16/05) que vendeu seus ativos no país ao Estado russo. Esta é a primeira nacionalização de uma multinacional desde o início da ofensiva contra a Ucrânia.

“O conselho de administração da Renault Group aprovou por unanimidade a assinatura dos acordos para ceder 100% das partes do Renault Group da Renault Rússia à cidade de Moscou e sua participação de 67,69% na Avtovaz ao NAMI (Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e de Motores)”, indicou a montadora em um comunicado, sem citar detalhes financeiros.

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“O acordo prevê uma opção de compra pelo Renault Group de sua participação na Avtovaz, que pode ser exercido durante certos períodos nos próximos seis anos”, acrescenta o documento.

Horas depois, o ministério francês da Indústria e do Comércio confirmou a informação. “Acordos foram assinados para uma transferência dos ativos russos do grupo Renault à Rússia e ao governo de Moscou”, disse em comunicado.

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Segundo maior mercado

A Rússia foi, no ano passado, o segundo maior mercado do grupo, depois da União Europeia, ao responder por cerca de meio milhão de veículos vendidos.

A cessão à cidade de Moscou inclui a usina da Renault próxima da capital, que produzia veículos da marca Nissan. O prefeito, Serguei Sobianin, anunciou que a fábrica vai relançar a marca soviética Moskvich.

A montadora francesa tinha indicado, num comunicado, que, como anunciado a 23 de março, quando suspendeu as atividades na Rússia, devido à invasão da Ucrânia, vai incorporar nas contas um ajuste correspondente ao valor destes ativos.

“Hoje tomamos uma decisão difícil, mas necessária, e estamos fazendo uma escolha responsável para nossos 45 mil empregados na Rússia, preservando ao mesmo tempo o rendimento do grupo e nossa capacidade de voltar ao país no futuro, em um contexto diferente”, disse o diretor geral da Renault, Luca de Meo, em um comunicado.

A Renault entrou em 2008 na Avtovaz, que fabrica o Lada, e se transformou em acionista majoritário em 2014, sob a direção do ex-CEO Carlos Ghosn.