Relator da ONU exige ao México explicação sobre a chacina dos 72 imigrantes
Relator da ONU exige ao México explicação sobre a chacina dos 72 imigrantes
O relator especial da ONU para os Direitos Humanos de Migrantes, Jorge Bustamante, pediu nesta terça-feira ao governo do México “uma explicação clara” sobre o massacre de 72 imigrantes ilegais, ocorrido em agosto passado em um município de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos.
Paralelamente ao IV Fórum Mundial sobre Migração e Desenvolvimento, em andamento desde ontem em Puerto Vallarta, estado de Jalisco, Bustamante também reclamou às autoridades mexicanas a divulgação das políticas que adotarão para evitar ações dessa natureza.
No fim de agosto passado, 72 latino-americanos – entre os quais havia brasileiros, hondurenhos salvadorenhos e equatorianos – foram assassinados pelo cartel Los Zetas, em uma fazenda da localidade de San Fernando.
Segundo o representante da ONU, já foi solicitada oficialmente uma explicação, mas, até o momento, não houve a confirmação da “postura do governo do México para prevenir uma coisa tão dramática que se tornará uma história negativa no futuro”.Bustamante considerou ainda que o fórum realizado atualmente no país significa “um pedido diplomático” para as autoridades mexicanas a respeito do tema.
“Temos que ouvir do governo do México algo diferente do que somente que o crime organizado é o culpado”, expôs ele, denunciando que há policiais de todos os níveis associados com o tráfico de imigrantes, conforme acusa a Defensoria Pública.
A chacina chocou o mundo, não apenas pela brutalidade das execuções, mas também por evidenciar que os latinos conseguiram atravessar ilegalmente todo o território mexicano, sem serem notados pelas autoridades de migração do país.
O grupo, assim como muitos cidadãos da região, tentava ingressar nos Estados Unidos, em busca de melhores condições de vida.De acordo com o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010, que avaliou 178 países do mundo, o México está entre os países mais corruptos da região. A nação de Felipe Calderón obteve a nota 3,1, em uma escala de 0 a 10 – que ia do completamente corrupto ao completamente limpo -, na avaliação de suas instituições.
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