Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, rebateu a interpretação de que a relação entre o Brasil e o país iraniano seja “apenas baseada na amizade” entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Em entrevista à Agência Brasil, o diplomata afirmou que independentemente daquele que vier a suceder Lula, a tendência é de aumentar as negociações bilaterais.

Shaterzadeh argumentou que o Irã e o Brasil têm economias complementares, por isso não há razão para o afastamento dos dois países. “A nossa percepção é de que não é uma relação baseada na amizade [apenas]. Não é uma relação de amigos. Vai muito além disso”, disse o diplomata. “[Evidentemente] a personalidade carismática do presidente Lula ajuda muito. Mas, certamente, qualquer que seja o novo governo, nunca rejeitará o Irã.”

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Para o embaixador, os perfis econômicos e comerciais distintos do Brasil e do Irã ampliam as oportunidades de comércio, mesmo com as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. “O Brasil e o Irã são economias complementares e não rivais”, afirmou. “Não é só o Brasil que é importante para o Irã. O Irã é importante para o Brasil”, acrescentou.

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Shaterzadeh afirmou ainda que “juntos, os dois países podem fazer acordos para as coberturas de setores, como o tecnológico e o energético. A nosso ver, [a parceria existente] pode continuar este crescimento das relações, qualquer que seja o governo [que sucederá o presidente Lula]”.

Comércio

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Turismo do Irã, as importações cresceram 28,2%, passando de 15 milhões de dólares para 19 milhões de dólares, respondendo por 0,01% das compras globais brasileiras em 2009. Atualmente o Brasil vende para o Irã carne bovina e frango inteiro, além de milho, soja, sorgo, açúcar de cana e óleo de soja.

Desde 2009, houve um aumento do interesse dos iranianos também pelo etanol e a construção civil. No ano passado, as exportações brasileiras para o Irã foram de 1,2 bilhão de dólares. O embaixador disse ainda que houve um crescimento de 58% do comércio bilateral apenas no primeiro semestre deste ano. Ele lembrou que isso ocorre “apesar” das restrições impostas ao Irã.

Os iranianos sofrem com uma elevada inflação que, no ano passado, registrou 18%. Também há problemas, como a falta de ofertas de emprego formal e o registro da maioria dos trabalhadores no mercado informal. Há ainda queixas sobre o programa interno de subsídios domésticos para alimentos e combustíveis. Para o cidadão comum, o nível de vida no país é considerado elevado, segundo especialistas.

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Relações entre o Brasil e o Irã vão além da amizade, diz embaixador

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