Relação comercial entre Brasil e Venezuela vive momento de expansão
Relação comercial entre Brasil e Venezuela vive momento de expansão
Durante a visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva na última sexta-feira, Brasil e Venezuela assinaram 16 acordos que preveem, além das obras na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, investimentos de mais de 40 bilhões de dólares nos setores de construção civil, energia, saúde, entre outros.
De acordo com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, não apenas a Venezuela mas todos os países “têm sede de Brasil”, o que fortalece o diálogo.
“Todos percebem o Brasil como um país que pode cooperar de maneira efetiva, de maneira não espoliativa, de maneira não paternalista tampouco e sempre também como o irmão mais velho que avançou e que continua avançando. Sempre com uma visão de solidariedade e sem perder de vista o interesse nacional”, afirmou Amorim.
A assinatura dos contratos foi realizada no Centro de Formação Agrário Socialista José Abreu de Lima, na cidade El Tigre, no Estado de Anzoátegui, a cerca de 360 quilômetros da capital, Caracas (foto abaixo). No encontro os dois presidentes colheram a soja semeada neste local com tecnologia da Embrapa. Chávez havia solicitado em janeiro ajuda ao governo brasileiro para desenvolver o setor agrário.
David Fernandéz/EFE

O bairro caraquenho San Agustin del Sul será beneficiado pela assinatura de um dos acordos entre Miraflores, a empresa OAS e a Caixa Econômica Federal, cujo escritório de representação foi inaugurado na última quinta-feira dentro do consulado geral do Brasil em Caracas. Os investimentos em moradias populares giram em torno de dois bilhões de dólares.
Desenvolvimento
Uma das principais metas no apoio brasileiro tem a ver com o fomento de diversos setores da economia venezuelana, com exceção do petroleiro, explica o embaixador do Brasil na Venezuela, Antonio Simões. “Nós vamos ser capazes, mais uma vez, de apoiar a Venezuela em seu desenvolvimento ao mesmo tempo em que vamos poder fazer também com que produtos e serviços brasileiros estejam disponíveis por aqui”, explicou Simões.
No fim de 2008 o intercâmbio comercial entre Venezuela e Brasil alcançou os 5,6 bilhões de dólares, com crescimento de 12,21% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do empresariado brasileiro. No entanto, o Itamaraty quer equalizar a balança comercial entre os dois países, é o que reforça Simões.
“Em relação ao desequilíbrio comercial, hoje foi assinado um acordo extremamente importante que é o da refinaria Abreu e Lima, no qual está implícita a compra de petróleo pelo Brasil para a refinaria e isto é extremamente importante para reduzir o déficit comercial”, declarou o embaixador.
Mercosul
A aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul pelo Senado brasileiro é outro fator que favorece o intercâmbio comercial não apenas entre os dois países mas também com todos os outros integrantes do bloco.
Para o ministro da Comunicação, Hélio Costa, com a assinatura da Venezuela no acordo de participação no modelo japonês de TV Digital o país poderá ser um dos fabricantes de aparelhos com essa tecnologia. “Este é um modelo sul-americano e o melhor modelo. Já estamos trabalhando com as equipes do Brasil e da Venezuela para termos aqui imediatamente todo o processo. Estamos trabalhando para que parte dos equipamentos da TV Digital sejam sempre feitos nos países que adotam este modelo, explicou Hélio Costa.
O interesse de empresários brasileiros no país presidido por Hugo Chávez também tem como mote a transformação de matérias-primas venezuelanas em produtos feitos no Brasil, é o que explica Darc Costa, presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul.
“Existe uma série de produtos que nós teríamos condições, se fizéssemos pequenos investimentos, de produzir aqui e vender para o Brasil. Por exemplo: alumínio, carvão, petroquímica, uréia e coisas que o Brasil tem que recorrer a outros mercados e aqui tem condições de ser feito”, enumerou.
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