Reino Unido nega entrada de pastor dos EUA que tentou queimar Corão
Reino Unido nega entrada de pastor dos EUA que tentou queimar Corão
As autoridades britânicas negaram permissão de entrada no Reino Unido ao pastor americano Terry Jones, que no ano passado causou polêmica por querer queimar o Corão, livro sagrado do Islã, informou nesta quinta-feira (20/01) o Ministério do Interior.
Jones havia sido convidado para ir ao Reino Unido discursar para o grupo de direita England Is Ours (Inglaterra é nossa) na localidade de Milton Keynes, aos arredores de Londres.
Segundo o Ministério do Interior, as autoridades decidiram não autorizar a entrada do pastor no território britânico porque o governo “se opõe ao radicalismo de todas as formas”.
Leia mais:
Obama pede a pastor que não queime Alcorão e diz que plano favorece Al-Qaeda
Queima do Alcorão pode gerar violência, diz premiê do Iraque
Interpol: queima de Alcorão trará risco de atentados contra ocidentais
Proposta de queimar Alcorão nos EUA é repugnante, afirma missão da ONU
Em declarações à Rádio 5 da cadeia britânica BBC, Jones classificou a decisão de “injusta” e garantiu que sua visita seria “beneficente”. Disse também que a proibição é injusta do ponto de vista humano porque sua filha vive na Inglaterra e seus netos são ingleses.
O pastor havia aceitado um convite para falar no próximo mês e queria expressar sua oposição à extensão do Islã e à construção de mesquitas no Reino Unido.
Jones – pastor do Dove World Outreach Center, na Flórida, que tem menos de 50 membros – ganhou notoriedade em setembro quando anunciou seus planos para criar o “Dia Internacional da Queima do Corão” por causa do aniversário dos atentados terroristas contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.
Seus planos foram imediatamente condenados e geraram protestos generalizados no mundo todo.
“Inúmeros comentários do pastor Jones são provas de comportamento inaceitável. Vir ao Reino Unido é um privilégio, não um direito, e não queremos permitir a entrada aos que com sua presença não propiciam o bem”, disse um porta-voz de Interior.
“O uso dos poderes de exclusão é muito sério e nenhuma decisão é tomada superficialmente ou como método para impedir um debate aberto”, especificou a fonte.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























