Reino Unido critica postura dos Estados Unidos sobre as Malvinas
Reino Unido critica postura dos Estados Unidos sobre as Malvinas
Diplomatas britânicos expressaram sua preocupação em pelo menos três ocasiões ao Departamento de Estado americano sobre a atitude dos Estados Unidos em relação às ilhas Malvinas (Falklands), informa hoje (10) o jornal The Times.
Segundo o diário, os britânicos manifestaram sua inquietação e se viram obrigados a tomar tal atitude depois que, no mês passado, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA se referiu às ilhas como Malvinas e não como Falklands, como o Reino Unido chama o território. O citado porta-voz tinha respondido a uma pergunta sobre o assunto utilizando a frase “Ou as Malvinas, dependendo de como você veja”, diz o Times.
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O mal-estar do Reino Unido com a aparente indiferença do governo do presidente Barack Obama aumentou depois que a secretária de Estado, Hilary Clinton, declarou apoio à presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, para que travasse um diálogo com o Reino Unido sobre as ilhas, acrescenta o jornal.
A mais recente disputa começou depois que o governo argentino manifestou seu mal-estar com o começo da prospecção de petróleo em águas próximas às ilhas Malvinas por parte de uma empresa britânica.
Segundo o The Times, diplomatas britânicos em Washington afirmaram publicamente que o assunto das ilhas foi abordado em “conversas amistosas” entre a embaixada do Reino Unido e o governo dos EUA. No entanto, há nos bastidores uma sensação de que a administração não levou em conta a sensibilidade do Reino Unido neste assunto. De acordo com a publicação, fontes norte-americanas disseram que os telefonemas e as reuniões com os britânicos não foram protestos formais.
Durante sua visita à Argentina, Hillary se mostrou disposta a mediar um diálogo entre os dois países sobre a disputa pelas ilhas. A oferta da secretária de Estado foi feita depois que a presidente argentina pedisse sua intervenção como “país amigo” das duas partes.
Em resposta à prospecção de petróleo, a Argentina – que reivindica a soberania sobre as ilhas desde 1833 – estabeleceu que qualquer embarcação que transitar entre os portos continentais e as ilhas deverá pedir autorização prévia do governo argentino.
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