Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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As reformas econômicas anunciadas pelo governo cubano, que compreendem a ampliação de atuação da iniciativa privada e a eliminação de empregos estatais, demorarão ao menos cinco anos para serem implementadas, anunciou o presidente da ilha caribenha, Raúl Castro.

A “atualização do modelo socialista”, como tem sido chamado o pacote de reformas econômicas, “não é uma tarefa de um dia nem sequer de um ano, e por sua complexidade, demandará não menos do que um quinquênio”, afirmou Raúl.

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A avaliação foi feita na última sexta-feira (25/02) em uma reunião ampliada do Conselho de Ministros e divulgada hoje (01/03) pela imprensa oficial cubana. Na ocasião, o chefe do Executivo cubano confirmou haver “atraso no início” do processo de redução de postos de trabalho no setor estatal, o que levará a um ajuste no “cronograma de sua execução”.

Ele reiterou que, “nesta atividade estratégica, não deve ser deixado espaço à pressa e à improvisação” e que “o Estado cubano não deixará ninguém desamparado”.

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Em outubro de 2010, o governo anunciou que iria eliminar meio milhão de empregos estatais até 31 de março deste ano, como a primeira fase de um plano para acabar com 1,3 milhão de postos no Estado – o equivalente a 20% dos empregos em Cuba.

O governo da ilha caribenha também abriu 178 atividades econômicas no país para a iniciativa privada, como forma de absorção das pessoas que ficarem desempregadas. O anúncio das reformas econômicas foi feito um ano após a economia, principalmente a agricultura, registrar quedas com a crise mundial de 2008.

A redução de subsídios e a eliminação gradual do livreto de racionamento também fazem parte das propostas de reformas econômicas incluídas em 291 diretrizes econômicas e sociais que compõem o documento base para o VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC), que ocorrerá em abril.

Desde 1 de dezembro, mais de sete milhões de cubanos participaram de 127.113 reuniões para definir as diretrizes que serão votadas no congresso. O processo preparatório para o congresso do PCC encerrou-se ontem. 

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Reformas econômicas em Cuba levarão ao menos cinco anos, diz Raúl

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