Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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A reconstrução do Japão após o terremoto seguido de tsunami em 11 de
março pode levar até cinco anos, ante um prejuízo que pode chegar a 235
bilhões de dólares (cerca de 392 bilhões de reais), informou um
relatório do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira (21/03).

O terremoto e o tsunami, seguidos de uma crise nuclear ainda em curso,
prejudicaram as cadeias produtivas de indústrias automotivas e
eletrônicas. Além disso, “os danos ocorridos em habitações e
infraestrutura foram sem precedentes”, diz o relatório.

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O número de mortos, que pode chegar a 15 mil, e os prejuízos devem ser
mais do que o dobro dos causados pelo terremoto de Kobe, em 1995. As
companhias de seguros devem arcar com apenas uma pequena parte dos
custos, deixando a maioria do prejuízo a ser coberta pelo governo e pela
população, aponta o documento.

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Em contrapartida, a conclusão do relatório é que o impacto da tragédia
no crescimento japonês provavelmente será “temporário” e terá efeito
“limitado” na economia regional.

“A experiência passada do Japão sugere um esforço acelerado de reconstrução”, diz comunicado do Banco Mundial.

“Neste ponto, esperamos que o impacto econômico do desastre no leste
asiático seja de razoável curta duração. No futuro imediato, o maior
impacto será em comércio e finanças”, diz o documento.

O relatório estima que a tragédia vai reduzir em 0,5 ponto percentual o
crescimento econômico japonês de 2011, mas calcula que o país volte a
crescer na segunda metade do ano.

Um problema-chave de curto prazo a ser combatido no país é a inflação,
estimulada pelos aumentos nos preços de commodities e alimentos.

Mas, diz o banco, “se o terremoto de Kobe serve como guia histórico, o
comércio japonês foi reduzido por apenas alguns trimestres”.

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Recuperação do Japão pode levar até cinco anos, diz Banco Mundial

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