Rebeldes da Líbia cogitam pedir apoio estrangeiro contra Kadafi
Rebeldes da Líbia cogitam pedir apoio estrangeiro contra Kadafi
Líderes do movimento de oposição contrários ao coronel Muamar Kadafi se disseram tentados a pedir ataques aéreos contra as forças governistas. Segundo noticiou a imprensa norte-americana, eles afirmaram que estão perdendo as esperanças de que um levante popular seja capaz de derrubar Kadafi.
Os oposicionistas se reuniram na terça-feira (01/03) em Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, para discutir quais serão os próximos passos e anunciaram a formação de um Conselho Militar, de acordo com o jornal The New York Times.
Localizada na região oeste, Benghazi está sob controle da oposição. Alguns participantes da reunião disseram que a coalizão civil designada para tratar dos assuntos de Benghazi está decidida a pedir ataques aéreos estrangeiros.
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A ação seria feita possivelmente sob a bandeira da ONU (Organização das Nações Unidas) contra “alvos estratégicos” a fim de enfraquecer o poder do governo.”Esta possibilidade é algo com que os organizadores concordaram na reunião”, disse uma fonte, que não quis ser identificada.
Um porta-voz da coalizão, Abdel-Hafidh Ghoga não confirmou a decisão de pedir os ataques, mas afirmou que “se for com as Nações Unidas, não é uma intervenção estrangeira”.
Entretanto, uma das integrantes da coalizão, Salwa Bughaighi disse à imprensa que não há intenção de pedir um ataque estrangeiro porque não querem “um novo Iraque, um novo Afeganistão”. Segundo ela, as tropas governistas no oeste da Líbia são muito poderosas. “Não há equilíbrio entre nossas forças e as de Kadafi. Há uma crise, emoções conflitantes entre desespero e esperança por uma solução internacional”, afirmou Bughaighi, citada pelo The Wall Street Journal.
Nesta terça-feira (02/03), forças do governo retomaram o controle da cidade de Brega, até então controlada por opositores. A cidade fica a 200 quilômetros a sudoeste de Benghazi.
A coalização civil de Benghazi, formada na noite desta segunda-feira, inclui funcionários que se juntaram aos protestos contra o governo de Kadafi, advogados, acadêmicos e pretende se reunir com grupos semelhantes de outras cidades que já foram tomadas. Estima-se que os confrontos naquela região deixaram 250 mortos.
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