Domingo, 17 de maio de 2026
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O líder rebelde Alassane Ouattara, da Costa do Marfim, declarou que está “confiante” que assumirá o poder “nos próximos dias” no país africano, apesar de se encontrar sitiado num hotel cercado por militares leais ao governo.

“Confio que em breve vamos ter todo o poder”, garantiu Ouattara à rádio francesa Europe1 em entrevista gravada na véspera e divulgada nesta quinta-feira (6/1) no Hotel Golfe, em Abidjan. “Posso dizer que será durante o mês de janeiro. Já é hora de colocar um fim nessa situação. Laurent Gbagbo tem de deixar o poder”.

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Ouattara é considerado presidente eleito do país pelas potências ocidentais desde o segundo turno presidencial, em 28 de novembro. Mas a vitória não foi reconhecida pelo governo de Laurent Gbagbo, o atual presidente.

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“Se Laurent Gbagbo insistir em ficar, sofrerá as consequências”, advertiu Ouattara.

Intervenção

A ECOWAS (sigla em inglês para Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) tentou convencer Gbagbo a abandonar o poder e ameaçou enviar tropas em uma intervenção militar internacional para resolver a situação.

“A ECOWAS fará. A ECOWAS não pode assumir semelhantes compromissos e não aplicá-los”, acredita Ouattara.

O candidato acusou o presidente de recrutar “mercenários liberianos” com o objetivo de assassinar oposicionistas.

Ontem, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu em Nova York e discutiu a situação na Costa do Marfim. A ONU pode enviar até 2 mil soldados a mais nos próximos dias para evitar uma nova guerra civil no país. O Conselho recebeu o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy, para tratar da situação no país africano. Ele pretende pedir nos próximos dias autorização para colocar entre 1 mil e 2 mil “capacetes azuis” a mais no país, onde já estão 10 mil homens da missão da ONU (UNOCI).





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Rebelde na Costa do Marfim espera assumir o poder "nos próximos dias"

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