Quinta-feira, 23 de abril de 2026
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A carta que opositores ao regime cubano tentaram encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de sua visita a Cuba, em fevereiro, foi entregue hoje (10) pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, à secretária do gabinete do presidente.

Segundo ele, a secretária se comprometeu a entregar a carta a Lula assim que possível, já que o presidente passará o dia em compromissos em São Paulo.

Na viagem a Cuba, o presidente Lula afirmou que não havia recebido a correspondência em que os dissidentes pediam que ele intercedesse junto ao governo cubano durante a visita ao país. A chegada de Lula a Cuba ocorreu um dia após a morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamoyo, em decorrência de uma greve de fome que durou 85 dias.

“O presidente vinha dizendo que não tomou conhecimento de nada, que nunca recebeu nenhum papel, que quando ele recebesse algum papel ele tomaria as devidas providências”, afirmou o deputado. Por isso, disse, decidiu assumir o papel de intermediário entre a oposição cubana e a brasileira, e entregar a carta.

Na entrevista à agência norte-americana Associated Press, esta semana, o presidente Lula afirmou ser contra o uso da greve de fome como forma de forçar uma possível libertação e, para exemplificar, citou os presos de São Paulo.

“Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos aqui em São Paulo entrassem em greve de fome e exigissem liberdade?”, especulou.

Após a declaração de Lula, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que os Estados Unidos têm o poder para provocar grandes mudanças em Cuba. “Se alguém está interessado em uma evolução política em Cuba, eu tenho uma receita muito rápida: acabe com o embargo. Isso tudo vai trazer grandes mudanças”, disse.


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Amorim lembrou também que o Brasil está “muito envolvido na melhoria de vida dos cubanos” ao estimular investimentos brasileiros, o comércio bilateral e a realização de obras de infraestrutura. “Nós achamos que essas mudanças vão acabar trazendo outras mudanças também”, disse o chanceler.

*Com Agência Brasil.

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Raul Jungmann entrega carta de dissidentes cubanos ao Planalto

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