Domingo, 14 de junho de 2026
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O presidente do Equador, Rafael Correa, reafirmou hoje (18/03) que pretende manter um convênio com a Igreja Católica que o permite vetar a nomeação de bispos caso a Igreja Católica não reveja a nomeação de um oficial “ultraconservador” nomeado para uma província amazônica.

“Nunca fiz uso desta condição e não quero utilizá-la, mas se for necessário, é o que faremos”, assegurou o presidente, em uma entrevista radiofônica quando afirmou que não “lavará as mãos”, como fez Poncio Pilatos, citou Correa.

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Recentemente, o Vaticano decidiu nomear Rafael Ibarguren, membro do grupo de direito pontifício Arautos do Evangelho, como bispo da província Oriental, no lugar de Gonzalo López, das Carmelitas Descalças.

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A substituição causou revolta entre os fiéis, que estavam  acostumados ao tom mais progressista das mensageiras da ordem das Carmelitas, que trabalharam há cerca de 40 anos na região.

Como resposta, o presidente ameaçou usar o acordo “modus vivendi” que, como interpreta, lhe permite vetar a nomeação de religiosos. Segundo Correa, sua intenção não é interferir em assuntos religiosos, mas declarou que a decisão afeta o trabalho social na área.

Por sua vez, o presidente da Confêencia Episcopal Equatoriana (CEE), Antonio Arregui, atestou que nenhuma autoridade civil tem competência para discutir as decisões das autoridades eclesiásticas.

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Rafael Correa diz que pode vetar bispo 'ultraconservador'‏

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