Sábado, 28 de março de 2026
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As ruas de Nairobi, capital do Quênia, voltaram a ser palco de protestos contra o governo do presidente William Ruto, do partido de centro-direita Aliança Democrática Unida.

Nesta quinta-feira (08/08), dezenas de milhares de pessoas participaram em atos contra a nomeação dos novos ministros que foram anunciados após a demissão de quase todo o gabinete – medida tomada dias antes como forma de tentar conter as críticas contra um projeto de lei que previa aumentar os impostos.

O projeto de reforma tributária foi tirado da pauta legislativa do Congresso queniano em junho, após semanas de fortes protestos no país.

Porém, com a nomeação de um novo ministério, a imprensa local passou a especular com a possibilidade de o projeto ser retomado, mas com um novo texto, que buscaria suavizar as medidas que são mais contestados pela população.

Twitter / Future Media News
Organizações quenianas repudiam projeto do presidente William Ruto

Nas redes sociais, as diversas organizações envolvidas na convocação dos atos batizaram o evento de “a mãe de todos os protestos” ou “marcha nane nane” – em idioma suaíli, usado em grande parte da região oriental da África, “nane” significa oito, e “nane nane” se refere à data de 8 de agosto, em que acontece a manifestação.

Os protestos também reivindicam a punição aos responsáveis pela extrema violência usada pela polícia local contra os manifestantes nos protestos realizados em maio e junho.

Segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quénia, os atos registrados até junho tiveram como resultado a morte de 51 pessoas, além de 413 feridos.

O número de vítimas fatais poderia ser até maior, já que o informe também fiz que 59 pessoas que participaram dos atos estão desaparecidas, em casos que estão sendo investigados como possíveis desaparecimentos forçados.