Sábado, 9 de maio de 2026
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O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, advertiu que o plano de um pastor nos EUA de queimar exemplares do Alcorão pode suscitar ódio e aumento da violência. A queima de exemplares do Alcorão “pode ser usada como desculpa pelos radicais para aumentar seus ataques e contra-ataques”, disse al-Maliki nesta quinta-feira (9/9).

A nota acrescenta que “tal ação horrorosa não pode se considerar liberdade de expressão e é necessário intervir para evitar que se realize”.

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Maliki se reuniu hoje com o embaixador norte-americano em Bagdá, James Jeffrey, e o comandante do exército norte-americano no Iraque, Lloyd Austin. Ele pediu que sejam evitados os planos do pastor Terry Jones, da Flórida, que promete realizar uma grande fogueira de “alcorões” em sua paróquia no sábado, para marcar o aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.

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Protestos

Outras vozes ecoaram no mundo árabe em resposta à convocação do pastor. No Líbano, o patriarca cristão maronita, monsenhor Nasrallah Sfeir, disse à imprensa local que o plano de Jones aprofundará ainda mais a brecha entre pessoas de diferentes religiões e culturas.

“Queremos que a convivência no Líbano sirva de exemplo aos outros”, afirmou Nasrallah, quem encorajou muçulmanos e cristãos a “renovar o compromisso da unidade”.

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Na Jordânia, o partido oposicionista mais importante, Frente de Ação Islâmica, disse nesta quinta-feira (9/9) em comunicado que o projeto de queimar cópias do Alcorão é uma “declaração de guerra” contra o povo muçulmano. Ele pediu aos governos árabes e islâmicos que “adotem uma atitude firme contra este crime e pressionem a Administração dos Estados Unidos para que o evite”.

O Bahrein também se uniu às penas com um comunicado oficial qualificando este o movimento de “provocativo” e de “afronta atroz” contra os países muçulmanos.

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Queima do Alcorão pode gerar violência, diz premiê do Iraque

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