Queda no consumo dos EUA faz bolsas fecharem em baixa
Queda no consumo dos EUA faz bolsas fecharem em baixa
Os principais mercados financeiros nos Estados Unidos, América Latina e Europa fecharam em baixa hoje (30) após a divulgação de indicadores negativos da economia norte-americana.
A BM&F Bovespa fechou o dia com baixa de 3,41%, aos 61.545 pontos, com giro financeiro de 7,06 bilhões de reais. Com o desempenho de hoje, o balanço dos últimos cinco dias é de queda de 5,40%, fazendo desta a pior semana na Bovespa desde meados de fevereiro, quando o índice caiu 7,1%. As perdas no mercado paulistano hoje consumiram parte dos ganhos da véspera, quando o índice encerrou o pregão em forte alta, aos 5,91%.
Em Nova York, o índice Dow Jones, o principal de Wall Street, fechou o dia com baixa de 2,51%, aos 9.712 pontos, e o Nasdaq, da bolsa eletrônica, perdeu 2,50%, ficando em 2.045 pontos.
Em outros mercados da América Latina, o pregão também fechou no vermelho: o IPC da Bolsa de Valores do México, com -2,18%; o IPSA da Bolsa de Santiago, com -1,70% e o Merval da Bolsa de Buenos Aires, com -4,11%.
A Universidade de Michigan informou hoje que o índice de confiança do consumidor americano caiu para 70,6 pontos neste mês, contra 73,5 em setembro, devido à “incerteza sobre o mercado de trabalho”. Mais cedo, o governo já informara que os gastos dos consumidores haviam caído 0,5% em setembro, após um crescimento de 1,4% em agosto. A renda dos americanos, por sua vez, ficou estável.
”Entre os índices divulgados, o que mais chamou atenção foi o do consumo individual, pois é nisso que os economistas se apóiam para apostar na recuperação”, explicou o economista Alan Oliveira, da Futura Investimentos, ao Opera Mundi.
A confiança ainda está em patamar considerado positivo, se comparado com os cerca de 55,3 pontos em novembro do ano passado, e os gastos no terceiro trimestre tiveram aumento de 3,4%. Mesmo assim, o temor de que uma queda no consumo no país afete o ritmo da recuperação desfez o otimismo de ontem gerado pela divulgação do PIB (Produto Interno Bruto).
“Creio que hoje muitas pessoas estão ajustando suas posições para o final do mês. Muitas pessoas estão usando os ganhos de ontem como uma oportunidade para fechar o mês com lucro maior”, disse o estrategista de mercado Joshua Raymond, da City Index, à agência de notícias britânica Reuters.
Dólar
O dólar comercial fechou o dia com valorização de 1,50%, a 1,755 real para a compra e 1,757 real para a venda.
Ao longo da semana, o dólar subiu 2,57%, maior alta semanal em dois meses. Já no acumulado de outubro, perdeu 0,85%. No ano, a baixa é de 24,72%.
Europa
Após o anúncio de dados negativos nos EUA, as bolsas europeias recuaram, com o principal índice da região registrando a maior queda mensal do últimos oito meses.
A Bolsa de Londres caiu 1,81% e a de Frankfurt, 3,09%. Fecharam em queda também a Bolsa de Madri, com -2,21%; a Bolsa de Milão, com -3,13% e a Bolsa de Paris, com -2,86%. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais empresas da Europa, fechou em queda de 2,31%, aos 974 pontos.
Além dos números negativos no mercado norte-americano, na Europa, os indicadores também não foram favoráveis. A Eurostat, a agência europeia de estatísticas, informou hoje que o desemprego na zona do euro registrou nova alta em setembro e chegou a uma taxa de 9,7%, a maior desde janeiro de 1999. Na União Europeia (como um todo), a taxa chegou a 9,2%, maior desde janeiro de 2000, contra 9,1% em agosto.
A agência também previu que os preços ao consumidor na zona do euro devem registrar uma queda anual de 0,1% neste mês, após deflação de 0,3% em setembro. Esta é a quinta queda consecutiva na leitura anual.
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