Terça-feira, 19 de maio de 2026
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A renúncia de Hosni Mubarak no Egito, após 18 dias de manifestações, inspirou protestos em todo o mundo. Na Itália, Argélia e Iêmen, milhares de manifestantes foram às ruas neste final de semana para pedir mudanças em seus governos.

Neste sábado (12/02), um impressionante aparato policial impediu que milhares de pessoas se manifestassem na capital, Argel, pela democratização do país. Mais de três mil argelinos se concentraram na praça Primeiro de Maio, mas foram impedidos de percorrer as ruas por cerca de 30 mil policiais e tropas de choque que tomaram a cidade.

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Efe



Argelinos pedem reformas e mais democracia no governo, no poder desde 1999

Centenas de policiais uniformizados e à paisana se misturaram à multidão e detiveram dezenas de pessoas, entre elas vários sindicalistas e representantes de organizações da sociedade civil.  Segundo os organizadores do ato, o número de presos ultrapassou os 400, entre eles cerca de 50 mulheres e vários jornalistas argelinos e estrangeiros.

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“Estamos fartos deste poder”, “Democracia autêntica e liberdade” “Abaixo o sistema podre e corrupto”, “Bouteflika, saia” ou “Queremos um país administrado pelos jovens e não pelos velhos”, eram alguns dos lemas entoados pelos participantes cercados em uma rua adjacente à praça por várias barreiras policiais. O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, governa o país desde 1999.

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Desde que a revolta na Tunísia conseguiu tirar do poder o presidente Zine el Abidine Ben Ali, já são mais de 25 os argelinos que tentaram queimar o próprio corpo em todo o país em protesto desesperado por sua precária situação econômica e social.

Iêmen

Também ativos desde a queda do presidente da Tunísia, os manifestantes iemenitas voltaram pelo segundo dia consecutivo ao centro da capital, Sanaa, para pedir a renúncia do presidente Ali Abdallah Saleh, que está no poder desde 1978.

Efe



Manifestante no Iêmen exigem a saída do presidente Ali Abdallah Saleh, no poder há 32 anos

“Depois de Mubarak, é sua vez Ali”, gritaram quatro mil manifestantes, em sua maioria estudantes. Aos gritos de “fora Ali” ou “o povo quer a queda do regime”, os manifestantes seguiram da Universidade de Sanaa até o centro da capital.

A manifestação acabou dispersada pelos militantes do partido no poder, o Congresso Popular Geral (CGP), armados com pedaços de maneira e pedras. Apesar da tensão, não houve maiores violências. Na sexta-feira (11/02), milhares de iemenitas comemoraram a queda de Mubarak no Egito.

Itália



Aproveitando os acontecimentos em Tunísia e Egito, manifestantes italianos também protestaram neste sábado contra o governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Efe



Italianos fazem 'panelaço' em manifestação contra Berlusconi na capital italiana, Roma

Para este domingo, mulheres convocaram manifestações em várias cidades da Itália e do exterior para, segundo os organizadores da mobilização, protestar contra a imagem “lesiva” que  Berlusconi, produz para a população feminina. Esta iniciativa ocorre diante da repercussão internacional do caso Ruby, escândalo sexual envolvendo o premiê.

Convocadas pelo movimento “Se não agora, quando?”, surgido na internet com o apoio de grupos feministas, são esperadas manifestações em massa em cerca de 100 cidades italianas, além de outras no exterior, como Madri, Barcelona, Paris, Nova York e Tóquio.

Esta iniciativa, na qual também se pede a participação dos homens, surge de um movimento popular espontâneo que surgiu na web e que pretende se desvincular de qualquer tipo de ideologia política, ainda que em alguns desses protestos esteja prevista a presença de destacados membros da oposição, como Antonio di Pietro, líder do partido Itália dos Valores (IDV). As maiores manifestações estão previstas para acontecer em Roma e Milão.



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Queda de Mubarak no Egito inspira protestos em outros países

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