Sexta-feira, 15 de maio de 2026
APOIE
Menu

O presidente russo, Vladimir Putin, informou na última quinta-feira (25/04) que está planejando uma visita à China em maio.

Durante um congresso da União Russa de Industriais e Empresários, um dos participantes do evento pediu ao líder russo para entregar o livro de Nikolai Chernyshevsky: O que fazer? ao líder chinês, lembrando que a cópia do livro foi publicada em 1953 e chegou à biblioteca no dia 15 de junho, conforme evidenciado pelo carimbo em uma das páginas, data do aniversário de Xi Jinping. 

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Estou planejando uma visita em maio, com certeza vou levar este livro comigo e entregá-lo ao nosso amigo”, respondeu o presidente russo, Vladimir Putin. 

Já nesta sexta-feira (26/04), o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, esteve em vista à China e, durante reunião com Xi Jinping, advertiu Pequim sobre um eventual incremento de ajuda à Rússia no contexto da guerra da Ucrânia. 

Mais lidas

Blinken afirmou que a China não pode melhorar as relações com a Europa enquanto apoia a Rússia. 

“Garantir a segurança transatlântica é um interesse central dos EUA. Nas nossas discussões de hoje, deixei claro que se a China não resolver este problema, nós o faremos”, disse o secretário de Estado, apesar de não especificar quais medidas os EUA poderiam tomar.

Já o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, alertou Washington para não ultrapassar as “linhas vermelhas” em relação à China. O líder chinês, Xi Jinping, por sua vez, apelou aos Estados Unidos para serem “parceiros, não rivais”.

Reprodução/Presidential Executive Office of Russia
Presidente da Rússia, Vladimir Putin prevê viagem à China para encontro com seu homólogo, Xi Jinping, em maio

Celso Amorim na Rússia

O assessor especial da Presidência e ex-chanceler brasileiro, Celso Amorim, esteve em visita à Rússia nesta semana, onde se encontrou com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia. Os diplomatas discutiram a crise na Ucrânia e reforçaram a parceria estratégica dos dois países no âmbito do grupo BRICS e do Sul Global.

“Durante a conversa, que ocorreu no clima amistoso inerente às relações de parceria estratégica russo-brasileira, foi realizada uma troca de pontos de vista interessada e de confiança sobre questões atuais da agenda internacional, incluindo o tema da interação na ONU e no BRICS, em particular. Foi dada atenção especial aos problemas da crise ucraniana”, informou a chancelaria russa em comunicado.

Já o assessor especial do presidente Lula enfatizou a ascensão do Sul Global e defendeu reforma do sistema de governança internacional. Segundo ele, o crescimento dos “países do Sul” tem sido “um dos mais significativos desenvolvimentos internacionais nos últimos 25 anos”.

“Uma multipolaridade pacífica não pode existir sem o apoio de instituições multilaterais fortes. Como o presidente Lula afirma, enfrentamos uma escolha dramática: de um lado, conflitos e desigualdade, do outro, paz e prosperidade baseada em uma governança justa e eficiente”, disse Amorim em seu discurso em São Petersburgo. 

O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, não participou presencialmente da reunião, mas enviou uma mensagem de vídeo para o encontro, na qual reforçou a defesa de um mundo multipolar. “A Rússia está preparada para uma estreita colaboração com todos os parceiros interessados em defender a segurança global e regional e estabelecer uma nova ordem internacional multipolar que se alinhe aos interesses da maioria das nações”, disse.