Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O Governo Regional do Departamento de Puno, no Sul do Peru, decretou três dias de luto em memória das 17 vítimas da repressão policial contra os protestos realizados nesta segunda-feira (09/01) na cidade de Juliaca.

Segundo o governador Richard Hancco, a medida será acompanhada de “um pedido formal ao Ministério Público, para que inicie o mais rápido possível uma investigação contra os responsáveis por esses eventos lamentáveis que ocorreram na nossa região de Puno”.

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Nesta segunda, organizações sociais de Juliaca realizavam uma marcha para defender a realização de novas eleições no Peru para solucionar a crise política iniciada em 7 de dezembro de 2022, com a destituição do ex-presidente Pedro Castillo.

Os manifestantes também dizem desconhecer a legitimidade do governo da presidente Dina Boluarte, que assumiu o poder durante o mesmo período.

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Os protestos em Juliaca não foram um ato isolado. Diversas cidades do Peru vêm sendo palco de atos similares desde a última quarta-feira (04/01). Contudo, somente nessa pequena cidade do Sul do Peru a polícia resolveu atacar os manifestantes com extrema-violência, em ação que gerou uma grande quantidade de mortes.

Ao menos 17 pessoas morreram devido à repressão dos agentes do Estado contra os protestos na cidade de Juliaca que pediam novas eleições no país

Twitter / Canal Digital N

Manifestantes tentam socorrer pessoa que foi atingida por bala da polícia durante protestos no Peru

A Coordenadora Nacional de Direitos Humanos do Peru (CNDDHH) afirma que a jornada desta segunda foi a mais sangrenta desde que se iniciaram os protestos por novas eleições no país, em 10 de dezembro do ano passado.

Até o final de 2022, a entidade contabilizava 27 mortes de manifestantes como resultado da ação das polícias em diferentes cidades. Após o massacre de Juliaca, esse número saltou para 44.

Através da conta de Twitter, a CNDDHH publicou um apelo à presidente Dina Boluarte, para deter a repressão em Puno, e acrescentado que ela “responderá diante da Justiça” pelas consequências.

A coordenadora também repudiou “o uso da força letal e arbitrária contra a população civil, o lançamento de gases lacrimogêneos, as agressões a idosos e menores de idade e os atos de vandalismo promovidos pela polícia”.

Vale lembrar que as ações das forças de segurança no Peru estão respaldadas por um decreto da presidente Boluarte que instalou estado de emergência no país desde o dia 14 de dezembro.

(*) Com informações do TeleSUR