Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Pelo menos uma pessoa morreu nesta sexta-feira (25/02) no Iêmen e outras 17 ficaram feridas em consequência da repressão policial a um protesto no sul do país, organizado como parte das novas manifestações em diferentes cidades a favor e contra o regime do presidente Ali Abdullah Saleh.

Médicos e testemunhas disseram à agência de notícias Efe que o incidente ocorreu na cidade de Áden, quando a polícia usou armas de fogo e outros materiais antidistúrbios para reprimir manifestações da oposição.Entre os feridos há uma criança, acrescentaram as fontes.

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Na capital, um protesto contra o regime de Saleh reuniu nesta sexta-feira cerca de 20 mil pessoas em frente à Universidade de Sana, a mais importante do Iêmen e que é palco de manifestações desde 27 de janeiro, como comprovou a Efe.

Os opositores cantaram os lemas frequentes destas concentrações, entre eles “O povo quer a renúncia do presidente” e “Saia! Saia!”.

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Por outro lado, na praça Tahrir, no centro da capital, aproximadamente 50 mil partidários do governante se reuniram levando cartazes com sua foto e gritando palavras de ordem pela estabilidade e o diálogo.

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A capital do Iêmen registra uma série de protestos que no início buscavam impedir a reeleição indefinida de Saleh e, com o tempo, passaram a exigir sua renúncia.

Manifestações estão sendo organizadas ininterruptamente desde 12 de fevereiro, um dia depois que, no Egito, o presidente Hosni Mubarak renunciou após uma revolta popular que explodiu em 25 de janeiro.

Os protestos são convocadas pelo Comitê Conjunto da oposição, que reúne seis grupos liderados pelo Partido da Reforma Islâmica e no qual também estão incluídos vários partidos laicos, como o Socialista e o Baath.

Saleh, presidente do Iêmen desde a unificação entre o norte e o sul, em 1990, foi reeleito em 1999 e 2006. A Constituição atual, aprovada em 1991, não permite que o chefe de Estado busque uma nova reeleição no pleito de 2013.

O governante promoveu emendas constitucionais para anular a limitação e se perpetuar no poder, mas a pressão política o forçou no dia 2 de fevereiro a desistir da tentativa.

O Iêmen é o país mais pobre do mundo árabe. Além disso, o regime de Saleh está exposto às ações contínuas da Al Qaeda, que tem bases no país, a uma tentativa de separação do sul e a uma rebelião xiita no norte do país que atua esporadicamente.

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Protestos políticos no Iêmen deixam um morto e 17 feridos

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