Protestos no Marrocos saem do controle e terminam em confronto
Protestos no Marrocos saem do controle e terminam em confronto
Atualizado às 20h29
Apesar de terem se iniciado de forma pacífica, os protestos nas principais cidades do Marrocos reivindicando uma maior abertura democrática no país terminaram em pancadaria.
Os organizadores dos protestos culpam o governo de infiltrar seus partidários no meio dos protestos para provocar atos de violência.
Distúrbios foram registrados em várias cidades marroquinas neste domingo (20/02). O desfecho não foi o esperado pelo Movimento 20 de fevereiro, grupo formado em sua maioria por jovens ativistas que organizou os protestos via internet.
Os líderes do movimento anunciaram a intenção de continuar as manifestações nos próximos os dias.
Os incidentes mais graves ocorreram nas cidades de Larache, região nordeste, e Al Hoceima, ao norte. onde foram registrados saques em filiais bancárias, ataques com pedras a delegacias e comércios e incêndios de veículos.
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Um porta-voz do Movimento 20 de Fevereiro – que convocou o protesto pela rede social Facebook – confirmou que o grupo decidiu encerrar a manifestação em Rabat para prevenir atos de violência. A intenção do grupo é desvincular sua imagem dos incidentes.
Segundo o movimento, os atos violentos são “responsabilidade do regime, que deve assumir estes abusos”. Também afirmaram que “vão continuar com as reivindicações legais e razoáveis”.
Em Al Hoceima, os manifestantes jogaram pedras contra uma delegacia e atearam fogo em duas viaturas. Um ativista local disse, por telefone, que “os organizadores perderam o controle dos manifestantes quando estes passaram a enfrentar a polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo”. Os mais agressivos eram jovens provenientes da zona rural de Hoceima que chegaram à cidade para engrossar a passeata.
Fontes da Associação Marroquina de Direitos Humanos acrescentaram que a sede do partido governante e prédios públicos também foram atacados. Hotéis e restaurantes situados dentro centro histórico de Larache também foram alvos de saques dos manifestantes. Alguns agitadores foram detidos pela Polícia.
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