Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Atualizado às 20h29

Apesar de terem se iniciado de forma pacífica, os protestos nas principais cidades do Marrocos reivindicando uma maior abertura democrática no país terminaram em pancadaria.

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 Os organizadores dos protestos culpam o governo de infiltrar seus partidários no meio dos protestos para provocar atos de violência.

Distúrbios foram registrados em várias cidades marroquinas neste domingo (20/02). O desfecho não foi o esperado pelo Movimento 20 de fevereiro, grupo formado em sua maioria por jovens ativistas que organizou os protestos via internet.

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Os líderes do movimento  anunciaram a intenção de continuar as manifestações nos próximos os dias.

 

Os incidentes mais graves ocorreram nas cidades de Larache, região nordeste, e Al Hoceima, ao norte. onde foram registrados saques em filiais bancárias, ataques com pedras a delegacias e comércios e incêndios de veículos.

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Um porta-voz do Movimento 20 de Fevereiro – que convocou o protesto pela rede social Facebook – confirmou que o grupo decidiu encerrar a manifestação em Rabat para prevenir atos de violência. A intenção do grupo é desvincular sua imagem dos incidentes.

Segundo o movimento, os atos violentos são “responsabilidade do regime, que deve assumir estes abusos”.  Também afirmaram que “vão continuar com as reivindicações legais e razoáveis”.

Em Al Hoceima, os manifestantes jogaram pedras contra uma delegacia e atearam fogo em duas viaturas. Um ativista local disse, por telefone, que “os organizadores perderam o controle dos manifestantes quando estes passaram a enfrentar a polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo”. Os mais agressivos eram jovens provenientes da zona rural de Hoceima que chegaram à cidade para engrossar a passeata.

Fontes da Associação Marroquina de Direitos Humanos acrescentaram que a sede do partido governante e prédios públicos também foram atacados. Hotéis e restaurantes situados dentro centro histórico de Larache também foram alvos de saques dos manifestantes. Alguns agitadores foram detidos pela Polícia.

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Protestos no Marrocos saem do controle e terminam em confronto

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