Protestos e iniciativas por mais informação marcam Dia Internacional da Mulher
Protestos e iniciativas por mais informação marcam Dia Internacional da Mulher
O centenário do Dia Internacional da Mulher foi comemorado hoje (8) com manifestações em vários países e o lançamento de novas fontes de informação para acompanhar o status dos direitos femininos no mundo todo.
A organização não-governamental Human Rights Watch aproveitou o dia para lançar o boletim eletrônico Women's Rights Monthly Newsletter, que abordará questões como a exploração das mulheres na Índia e a violação direitos no Afeganistão. Para receber o boletim, os interessados devem apenas se inscrever no site da ONG (http://www.hrw.org).
Já a ONU inagurou uma base de dados na qual serão registradas as medidas adotadas para combater as agressões contra a mulher e medir o avanço global em direção a esta meta. A iniciativa foi tomada pelo Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e envolve os 192 países-membros da ONU.
Eventos culturais, festivos e protestos também marcaram a data que simboliza a busca da igualdade social entre os gêneros em diversos países da América Latina e das nações em desenvolvimento.
Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez celebrou a data em ato no Panteão Nacional, comprometendo-se a “desmontar o capitalismo, causador dos males da pátria”, entre eles as desigualdades de gênero. Para ele, apenas com o socialismo as mulheres finalmente terão os mesmos direitos que os homens.
“Hoje, a Venezuela é a vanguarda no processo de libertação das mulheres, porque a mulher como ente, a mulher como ser, a mulher como essência só pode se libertar em meio à revolução socialista. Não há outra forma!”, ressaltou.
Efe/Nabil Mounzer

Libanesas protestam em Beirute com bandeiras palestinas
Inaugurações e novos projetos marcaram o dia no Uruguai. Além do evento em que ministros discutiram ações para alcançar uma maior equidade de gênero, em Salto, foi inaugurado um espaço cultural onde acontecerão eventos de lazer e de cidadania. Na cidade de Flórida, foi aberto um abrigo público em que mulheres vítimas de violência doméstica poderão se refugiar durante 48 horas.
Na Bolívia, o centenário da data foi comemorado por organizações feministas e no Palácio do Governo. Em discurso, o presidente Evo Morales ratificou a importância das mulheres na luta pelos direitos sociais e constitucionais dos povos boliviano e latino-americanos.
“Quando as mulheres entendem os problemas sociais e decidem defender os direitos do povo, são mais batalhadoras que os homens, são como dinamites, imbatíveis”, disse Evo.
Indignadas, bolivianas foram às ruas para protestar contra os gastos em torno do concurso Miss Universo. “Gastar milhões de dólares com a organização do evento é burlar a dignidade das mulheres bolivianas. Medir o peito, a altura e a cintura é tratar as mulheres como objetos, e isso é uma ofensa”, disse a ativista Maria Galindo à agência de notícias espanhola Efe.
No Chile, em meio ao caos do terremoto, as mulheres não se esqueceram da data e reuniram-se em frente à Catedral Metropolitana de Santiago para reivindicar igualdade nos direitos trabalhistas.
A legalização do aborto foi tema em pauta hoje na Argentina. Deputados da aliança Nuevo Encuentro apresentaram projeto de lei que visa regularizar a prática até os 14 meses de gravidez. As Mães da Praça de Maio também marcaram presença no dia, bem como organizações feministas, que saíram as ruas com faixas pedindo salários mais justos.
No México, a reivindicação foi em torno da violência: ativistas fizeram apresentação questionando os abusos contra as mulheres e a violência doméstica.
Ásia
Os protestos foram ainda maiores nas Filipinas, onde milhares de mulheres se organizaram para exigir a saída da presidente Gloria Arroyo, acusada de corrupção.
No Líbano, mulheres protestaram contra os atos de tortura praticados pelas forças de segurança de Israel. De acordo com o site Emol, dados estatísticos mostram que as autoridades israelenses detiveram cerca de 750 mil cidadãos, entre eles 12 mil mulheres.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, participou de cerimônia de comemoração ao Dia da Mulher e, em discurso, pediu para os pais deixarem as filhas estudarem.
Origens
A comemoração tem origem em 1910, quando a ativista alemã Clara Zetkin propôs a criação de uma data durante a Primeira Conferencia Internacional da Mulher. A partir daí, o passou a ser celebrado em datas variadas, quando, na década de 1960, o dia 8 de março foi consagrado como data fixa. Em 1975, a ONU instituiu oficialmente o Dia Internacional da Mulher.
A ONU também lembrou o dia com um apelo para combater a discriminação e pedindo a rejeição à violência de gênero. “A violência de gênero é um ataque contra todos nós, contra os alicerces de nossa civilização”, afirmou o secretário-geral Ban Ki-moon, em discurso na sede das Nações Unidas.
Durante o evento, foi lembrada a campanha global “Unidos para pôr fim à violência contra a mulher”, de 2009, que tem como meta erradicar este tipo de agressão até 2015. De acordo com estatísticas do organismo, uma em cada cinco mulheres foi violentada ou vítima de tentativa de estupro, enquanto, em alguns países, uma em cada três sofreu maus-tratos.
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