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Efe

Milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades do Egito nesta terça-feira (25/01) pedir reformas políticas no país, que há quase 30 anos é governado pelo ditador Hosni Mubarak. A manifestação, já batizada de “Dia de Fúria” e inspirada nos protestos similares que acontecem na Tunísia, deixou pelo menos três mortos – dois civis e um policial.

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O policial morto, identificado como Ahmed Abdelaziz, foi ferido na praça de Tahrir, no centro da capital, Cairo, e morreu no hospital para onde foi levado. Já os dois civis morreram na cidade de Suez, afirmou a agência Efe. As ordens do governo aos policiais eram de conter a qualquer custo as manifestações.

O ministro do interior, Habib el-Adli, ordenou a detenção de qualquer pessoa que “expresse suas opiniões ilegalmente”. No Egito, manifestações sem prévia autorização do governo são proibidas. Solicitações para hoje foram negadas, por motivos de segurança.

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Manifestante se posiciona em frente a caminhão da polícia:

“Abaixo, abaixo Hosni Mubarak”, gritavam os manifestantes em frente a um complexo judicial no centro da capital, que ficou cercado por policiais. A segurança foi reforçada em diversos pontos do Cairo e em outras áreas do Egito, para evitar que os protestos se propagassem.

“Gamal, avise o seu pai que os egípcios o odeiam”, gritavam os manifestantes, referindo-se ao filho de Mubarak, que muitos consideram estar sendo preparado para suceder o pai, de 82 anos.

A polícia usou canhões de água e bombas de gás de efeito moral para dispersar a multidão que se reuniu no centro do Cairo. Aglomerações e manifestações populares são proibidas há décadas no Egito, governado desde 1981 por Mubarak.

O grupo opositor “6 de Abril”, um dos principais responsáveis pelos protestos, disse que promoverá novas manifestações nesta quarta-feira (26/01). Na tentativa de reprimir os protestos, o governo bloqueou o Twitter em todos os provedores do país, como confirmou o próprio microblog. No entanto, manifestantes burlaram a medida, enviando mensagens ao site via SMS ou outros aplicativos. Muitos deles usavam a hashtag (símbolo) #25J, em alusão ao dia da revolta, feriado nacional pelo dia do policial.

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Reações

O governo da França lamentou publicamente as mortes e afastou a hipótese de ingerências nos assuntos interno do Egito. “Não se trata para a França de ingerência, mas nossos princípios são
princípios do Estado de direito, de não interferência, mas também de
pedidos para que sempre exista mais democracia e mais liberdade em todos
os Estados”, afirmou a ministra das Relações Exteriores, Michèle Alliot-Marie, antes de destacar que a política francesa defende “mais democracia em todos os Estados”.

“Só posso lamentar que tenham acontecido mortes, duas entre os manifestantes e uma entre os policiais”, disse a ministra.

“Se deve poder manifestar sem que por isso exista violência, e ainda menos mortos”, completou.

Já o vice-premier israelense, Sylvan Shalom, disse ter a esperança de que os distúrbios no Egito não influenciem as relações com Israel.

“Todos esperamos que as autoridades egípcias saibam estabelecer a liberdade e os direitos a seus cidadãos, seguindo pelo bom caminho e mantendo as boas relações estabelecidas com Israel há mais de 30 anos”, afirmou Shalom à rádio pública.

O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um acordo de paz com Israel, em 1979.

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Protestos contra o governo levam milhares às ruas do Egito e deixam ao menos três mortos

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