Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Centenas de manifestantes saíram às ruas da segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, para exigir a renúncia do primeiro-ministro Baghdadi al-Mahmoudi. Não houve, no entanto, protestos diretos contra o ditador líbio, Muammar Kadafi, há 42 anos no poder. O tumulto começou na noite de terça-feira (15/02), quando os manifestantes reivindicavam a libertação do militante de direitos humanos, Fethi Tarbel, que trabalha com famílias de presos na conhecida penitenciária de Abu Salim.

Apesar da libertação do advogado em seguida, os protestos continuaram e outros cidadãos se somaram à concentração em frente à delegacia de Benghazi, gritando palavras de ordem contra o regime líbio.

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Posteriormente, a emissora de TV estatal divulgou imagens de centenas de manifestantes a favor do regime em Benghazi e em cidades como Sirte, Seba e Trípoli. Esses manifestantes carregavam grandes fotos de Kadafi e bandeiras da Líbia e gritavam palavras de ordem a favor do líder.

Tanto a concentração de Benghazi como as manifestações a favor de Kadafi acontecem às vésperas de uma jornada de protestos contra o regime convocada para a quinta-feira por cerca de nove mil internautas líbios nas redes sociais virtuais.

Na segunda-feira, grupos de líbios que vivem no exílio divulgaram comunicado pedindo a saída do ditador e a transição de poder no país. Kadafi chegou ao poder em 1969 em um golpe militar. Desde então, ele governa sem um Parlamento ou uma Constituição.

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Protestos contra o governo chegam à Líbia e manifestantes entram em choque com a polícia

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