Terça-feira, 12 de maio de 2026
APOIE
Menu

Um protesto em defesa de Julian Assange cercou o Parlamento britânico neste sábado (08/10). A mobilização de centenas de pessoas que fizeram uma corrente humana pediu a liberdade do jornalista que revelou segredos e possíveis crimes de guerra dos Estados Unidos. O ato ocorre enquanto ele segue na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres.

Entre os manifestantes esteve Jeremy Corbyn, ex-líder do Partido Trabalhista britânico.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Stella Morris, advogada e esposa de Assange, havia afirmado ao jornal britânico The Independent que a corrente humana “simboliza o apoio que o povo tem pela liberdade de Assange e pelo o que ele representa”.

Mais lidas

“É para lembrar às pessoas que este é um caso político, e sua prisão é politicamente motivada”, disse Morris.

Assange, de 51 anos, está preso e o Reino Unido autorizou sua extradição para os Estados Unidos, onde ele pode ser condenado a até 175 anos de prisão. A Casa Branca usa a lei contra a espionagem datada da Primeira Guerra Mundial para processar o jornalista pela publicação de documentos e informações sigilosas que revelaram possíveis crimes de guerra dos Estados Unidos.

Manifestantes fazem corrente humana em defesa do jornalista do WikiLeaks

Twitter/WikiLeaks

Entre manifestantes esteve Jeremy Corbyn, ex-líder do Partido Trabalhista britânico

A extradição foi autorizada pelo governo do então primeiro-ministro Boris Johnson em junho deste ano. A defesa do jornalista tenta recorrer da decisão.

Mobilização no Brasil

Movimentos populares e integrantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido da Causa Operária (PCO) foram ao consulado britânico na sexta-feira (07/10) no Rio de Janeiro protocolar uma carta em defesa da não extradição de Assange e sua liberdade.

Os manifestantes, todavia, foram impedidos de entrar.

A jornalista e conselheira da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Camilla Shaw participou da mobilização. Ela afirma que só conseguiu entregar a carta por ser cidadã britânica.

“Fomos impedidos de entrar no consulado. Além dessa posição, eu sou cidadã britânica. Só autorizaram a entrega da carta depois da ‘carteirada’ que dei. Ainda assim eu não pude entrar no consulado, entreguei a carta pelas grades.